quarta-feira, 4 de julho de 2012

Gobbi desabafa contra pressão: "Não será a última Libertadores"


Nas vésperas da decisão entre Corinthians e Boca Juniors, pela Copa Libertadores, o presidente do Timão, Mário Gobbi, mostrou seu incômodo sobre a pressão que é colocada na equipe alvinegra para conquistar este títulointernacional – ainda inédito em sua história. Alegando que o clube está descobrindo os ‘atalhos’ da competição, o dirigente minimizou uma possível derrota na noite desta quarta-feira, no Pacaembu.
“Para vencer (a Libertadores), você precisa ter o hábito de jogá-la, conhecer seus atalhos, que estamos descobrindo. O título virá com tranquilidade. Se não for agora, vem na próxima. Essa não é a última Libertadores da história do mundo e o mundo não vai acabar. O importante é que o trabalho está no caminho certo, estamos invictos e isso já nos honra muito”, discursou o dirigente, em evento da patrocinadora da competição, nesta quarta, em São Paulo.
De acordo com o mandatário, o desejo alvinegro pela Libertadores é recente, iniciado no final de 2007. “Até o fim da década de 80, o Corinthians se preocupava com títulos regionais. Na década de 90 veio interesse por competições nacionais e depois veio a Libertadores, torneio que nós disputamos nos últimos três anos”, acrescentou.
Entre os quatro clubes grandes de São Paulo, o Timão é o único que ainda não conquistou a competição – Santos, atual campeão, venceu três vezes, assim como o São Paulo, enquanto o Palmeiras tem uma taça. Para Gobbi, a imprensa não pensa nesta mudança de mentalidade recente no clube, e fala sobre uma longa fila do clube no torneio que, de acordo com ele, não é real.
“Tentei tirar o peso que vocês (imprensa) colocam na torcida de ter que ganhar a Libertadores. Vocês provocam, incutem um sentimento raivoso e depois os chamam de vândalos. Mas, na verdade, são filhos de suas informações. Não tem fila, para mim o Corinthians está disputando há quatro anos. Cada um que julgue segundo o seu critério”, completou.
Ainda que tenha demonstrado sua irritação em alguns momentos, Gobbi adotou o discurso de que o título virá de forma natural. Com esta mudança no estilo de pensar no corintiano, o mandatário tratou de ressaltar que uma derrota na Libertadores não é motivo para se querer mudar tudo no clube, atual campeão brasileiro.
“Não posso criar uma expectativa. Lido com uma massa enorme de torcedores, tenho que conduzir um processo, baixar a adrenalina. Se não quiséssemos a Libertadores, não haveria este planejamento. Mas não posso dizer que a história do clube se resume a este título. No futebol, se ganha, nota dez, mas, se perde, é um lixo. Precisamos mudar isso”, sentenciou.
Após o empate por 1 a 1 entre Corinthians e Boca em Buenos Aires, os dois times voltam a se enfrentar, desta vez em São Paulo, às 21h50 (de Brasília). As duas equipes necessitam de uma simples vitória para conquistar o título - inédito para o Timão, e o sétimo para o Boca, atual hexacampeão. Nova igualdade leva a partida para a prorrogação e, caso esta se mantenha, a decisão se definirá nas penalidades. As informações são do Gazeta Esportiva.

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