terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Bolsonaro diz não ter briga com Petrobras

Foto: Marcelo Camargo

Depois de derrubar o mercado com declarações e intervenção na Petrobras, Bolsonaro procurou tranquilizar investidores na terça-feira (23) ao afagar o ministro Paulo Guedes (Economia) e ao dizer que não quer brigar com a petroleira.

“Energia é uma coisa extremamente importante para nós. Não temos uma briga com a Petrobras. Queremos, sim, que, cada vez mais, ela possa nos dar transparência e previsibilidade”, disse Bolsonaro em um evento no Palácio do Planalto com dezenas de prefeitos de todo o país.

“Não precisamos esconder reajustes ou seja lá o que for que integra o preço final dos combustíveis”, prosseguiu.

Bolsonaro também comemorou a sinalização de recuperação da Petrobras um dia depois de a empresa registrar perdas de mais de 20% em suas ações.

Dirigindo-se a “todos aqueles que não se deixaram levar pelas falácias da mídia”, ele disse que a estatal havia recuperado 10% nesta terça.

“As acusações infundadas duraram poucas horas”, afirmou.

Bolsonaro mudou de tom em relação ao atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

Na segunda-feira (22), Bolsonaro disse que o chefe da estatal havia ficado 11 meses “sem trabalhar”, referindo-se ao home office feito por causa da pandemia.

Já nesta terça, disse que sai “um bom gestor” para entrar “outro excelente gestor”, referindo-se ao general Joaquim Silva e Luna.

Diante das especulações de que Paulo Guedes poderia deixar o Ministério da Economia por causa da intervenção na Petrobras, Bolsonaro também procurou afagar o ministro.

“Uma das pessoas mais importantes nesta luta foi o senhor ministro Paulo Guedes, que, obviamente, por ser um homem que decide as finanças do governo, ele tem amigos e opositores, mas todo mundo, a todos, ele tratou com muita galhardia. E precisamos da economia para vencer a pandemia”, disse Bolsonaro.

O evento, lançamento de um portal para auxiliar gestores municipais durante o mandato, reuniu dezenas de prefeitos de diversos estados.

Muitos deles, assim como Bolsonaro, parte dos ministros e funcionários do governo, estavam sem máscara.

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