domingo, 20 de maio de 2012

Chalita promete melhorias na saúde e educação



Pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita foi entrevistado por Fernando Mitre, Fábio Pannunzio e Eduardo Oinegue no programa Band Eleições

Educador e escritor, Chalita, que deu início à sua trajetória política aos 19 anos, destacou a importância do desenvolvimento da educação na capital paulista e uma maior integração na rede de saúde pública.

Problemas na saúde
 

Chalita criticou a forma como o sistema de saúde está montado em São Paulo. Segundo o deputado, a cidade necessita de uma rede atualizada para servir melhor a população.

“Nosso sistema é frágil do ponto de vista de inteligência de gestão pública. Apesar de possuirmos os melhores hotéis e restaurantes do mundo, ao mesmo tempo temos problemas cruciais”, disse.

Chalita aproveitou para defender Sérgio Cabral da polêmica envolvendo uma viagem a Paris  / Leonardo Prado/ Agência Câmara“Na área da saúde, que é uma área ligada à população mais carente, nós não temos uma sistema que una os exames que as pessoas fazem aos centros de saúde. Uma pessoa vai a uma AMA (Assistência Médica Ambulatorial), onde são pedidos exames. Ela os faz, volta cinco meses depois e eles ficam no local. No futuro, quando ela for para um pronto-socorro ela estará sem os exames e terá que fazer tudo novamente, ou seja, não há um sistema de rede”, completou.
Salário dos professores

Secretário da Educação de São Paulo entre 2003 e 2007, Chalita destacou que durante o seu mandato, o Estado foi o único a não registrar greves de professores. Segundo o pré-candidato, reajustes salariais foram estipulados constantemente.

“Na minha época melhorou. Não tivemos uma greve sequer. A gente de fato conseguiu melhorar os salários dos professores. Teve um ano que demos 6%, outro 25% e também 20%. Nós dávamos o que era possível de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso é um problema nacional. Embora você hoje tenha um piso nacional, há muitos prefeitos que gostariam de pagar melhor, mas eles não sabem c cumprem o piso ou se obedecem a lei, então ficam entre os dois lados”, disse.

Educação em tempo integral

Um dos carros-chefes de sua campanha, o projeto de impor uma carga horária integral nas escolas paulistas foi discutido durante a entrevista com Chalita. De acordo com o membro do PMDB, a educação é a chave para desenvolver a capital.

“O dia que melhorarmos de fato a educação, São Paulo será outra cidade. Como secretário eu havia começado a implantar o sonho da minha vida de brasileiro, de educador, que são as escolas em tempo integral. Elas possuem o modelo do CEU (Centro Educacional Unificado),  mas em tempo integral”, explicou.

Chalita acredita que as crianças deveriam entrar na escola a partir das 8h e encerrar os estudos entre 16h ou 17h. “Não precisa ser igual à China, onde se entra às 7h e sai às 23h, não é da nossa cultura, mas a China hoje é a primeiro país do mundo em termos educacionais. Se você tem educação forte, você tem mão de obra qualificada”.

Progressão continuada

A respeito do ensino por ciclos, também conhecido como Progressão Continuada, Chalita descartou manter esta forma de educação diante da situação das escolas paulistas atualmente.

“Ela só funciona bem em escolas em tempo integral. Eu faria um trabalho de focar na alfabetização no primeiro ano e nos dois anos seguintes pra que toda criança seja plenamente alfabetizada até o terceiro ano, mas mudaria a progressão no quarto, quinto, sexto e sétimo ano. Como ela está hoje não está dando certo”, explicou.

Sérgio Cabral

Diante da polêmica envolvendo uma viagem do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, Chalita defendeu seu companheiro de partido, usando como argumento o desempenho do colega à frente do estado.

“Ele vem fazendo um trabalho espetacular no Rio de Janeiro. O estado vive um momento bom na política de uma parceria com governador, prefeito, com o presidente Lula primeiro e agora com a presidente Dilma. O Rio está melhor, melhorou na violência e em seus projetos”.

“Entretanto, ali mostrou-se uma viagem dele pra Paris, acho que foi uma infelicidade dele também, mas eu não crucificaria um homem que vem fazendo um bom trabalho por causa de uma brincadeira”, concluiu. As informações são da Band.

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