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terça-feira, 16 de junho de 2020

Leandro Leite entrevista o jornalista Fábio Marcondes, da Rádio Coringão e Vity Produções




O blog conversou nesta terça-feira (16) com o narrador esportivo, Fábio Marcondes. O jornalista falou sobre infância, rádio, momento político do país, coronavírus, entre outros assuntos.

Ouça a entrevista no vídeo abaixo:


terça-feira, 9 de junho de 2020

Leandro Leite entrevista ex-arbitro de futebol, Renato Marsiglia




O blog conversou com o ex-arbitro e ex-comentarista da TV Globo, Renato Marsiglia. Ele falou sobre quarentena, tecnologia no futebol, saída da televisão, entre outros assuntos.

Assista a entrevista no vídeo abaixo:



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Leandro Leite Entrevista: blog entrevista jornalista Julio Cezar Green; ouça



O Leandro Leite Entrevista está de volta. A primeira entrevista dessa temporada foi com o jornalista Julio Cesar Green. 

No bate-papo, Green falou sobre a imprensa, momento político no país e à pandemia do coronavírus,

Ouça no vídeo abaixo:



quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Blog entrevista Rogério Chequer (Novo), candidato à Governador de SP



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Foto: Divulgação
O blog realizou mais uma sabatina online com os candidatos ao governo do estado de São Paulo. Conversamos com o candidato Rogério Chequer do partido Novo. Ele falou sobre Educação, Saúde, Segurança, Transportes, fez duras críticas ao PSDB, entre outros assuntos.

Confira à entrevista abaixo:

1 - As obras do Metrô estão atrasadas desde 2012. O atual governo fez várias promessas para a população e até agora nada. O Monotrilho na zona leste só tem duas estações que operam durante todo o dia, parece mais um passeio da Disney, e a linha da zona sul, que ligaria Jabaquara até o Morumbi estão com as obras paralisadas, além da CPTM que sempre tem falhas e com isso os trens sempre circulam superlotados. Caso o senhor seja eleito, qual é a sua proposta para melhor o transporte em São Paulo?

As obras do Metro tem tido sérios problemas com relação a elaboração dos projetos, que por não terem sido cuidadosamente elaborados acabam por não prever todas as dificuldades da obra, ocasionando aumento de custos, discussões jurídicas e atrasos na conclusão das obras. Isso tem de ser revisto e as novas obras só devem ser contratadas após um projeto exaustivamente detalhado para minimizar estes riscos. Nestas grandes obras de engenharia é melhor investirmos tempo e dinheiro no planejamento para que depois tudo corra conforme o planejado pois os custos de retomada em uma obra deste porte que está paralisada são altíssimos. Além disso, podemos observar que a linha 4 amarela, a única gerida pela iniciativa privada, tem um custo de operação significativamente mais barato do que as demais linhas operadas pelo Metro, ou seja, temos de firmar parcerias com a iniciativa privada para que as demais linhas tenham a mesma eficiência operacional, liberando assim recursos do estado para investirmos na ampliação do sistema. O mesmo vale para a CPTM, que é uma operação fortemente deficitária (prejuízo de mais de R$600 milhões em 2017) onde o estado tem de aportar enormes somas de dinheiro publico para manter os trens operando, e ainda por cima com um nível de serviço insatisfatório. Aqui também vale avaliar parcerias com a iniciativa privada para que ela assuma a operação destas linhas, oferecendo um nível elevado de serviço ao cidadão e desonerando os cofres do estado. Agora, tudo isso tem de ser feito com uma agencia reguladora forte, sem indicações políticas, que deve estabelecer como meta elevados padrões de serviço e atendimento e fiscalizar de perto as operações.

2 - Todos os anos o governo anuncia aumento das tarifas. Virou tradição. Em janeiro tem aumento. Tem como diminuir a tarifa, ou pelo menos congelar, ou essa política de aumento vai continuar na sua gestão?

As tarifas estão diretamente relacionadas a capacidade de gestão das operações. Como comentado acima, temos uma gestão muito pouco eficiente e portanto isso acaba por onerar não só o cidadão com aumento das tarifas, mas também os cofres do estado que tem de cobrir os déficits de algumas operações como a CPTM e que no final do dia a conta também vai para o cidadão na forma de pagamento de impostos e redução dos investimentos. Temos de lembrar que não existe dinheiro público mas sim dinheiro dos cidadãos que o estado arrecada através de impostos e deveria devolver em serviços públicos eficientes e investimentos de interesse da população. Com a melhora na gestão podemos oferecer ao cidadão tarifas condizentes com os custos mais eficientes possíveis na operação.

3 - Agora falando sobre educação, as escolas estaduais parecem presídios. Estão totalmente abandonadas, e os professores correm risco de ser agredidos por alunos. Como o senhor vê essa questão?

Nossa educação está abandonada, o estado de São Paulo, o mais rico da federação perdeu posições em todos os rankings do Ideb divulgados ontem (03/09/18). A reversão deste triste quadro virá da (i) profissionalização da gestão da secretaria da educação, livrando-a de influências políticas e criando um núcleo de inteligência responsável por buscar as melhores práticas existentes dentro do próprio estado, do Brasil e do mundo para  implantar em nossa rede. Vira também (ii) da valorização de nossos professores e diretores, que tem de ser melhor remunerados, melhor treinados, passar por cursos de reciclagem e com acesso a materiais didáticos e de aula de primeira qualidade para assim conseguirmos atrair talentos para a carreira de professor, que hoje está tão desprestigiada. Finalmente, (iii) temos de focar nos alunos, ampliando as escolas em período integral (o que leva tempo), e oferecendo desde já uma formação em período integral, tirando as crianças das ruas e dando a elas atividades no contraturno como esportes e artes mas principalmente oferecendo um forte programa de reforço escolar para que elas possam acompanhar melhor as aulas e não sejam deixadas para trás.

4- Quais são seus projetos para a Saúde, que anda em situação tão precária no estado de São Paulo?

Mais uma vez precisamos aqui de um choque de gestão e tecnologia. Gestão para profissionalizar a secretaria, ampliar as parcerias com Organizações Sociais (OS), exigindo das OSs o atingimento de elevados níveis de serviço com base nas melhores práticas que já são feitas pelas melhores OSs, conseguindo assim um aumento na eficiência e no padrão de qualidade de toda a rede. Em paralelo temos de aumentar a fiscalização coibindo o mau uso dos recursos do estado e substituindo OSs ineficientes por outras mais eficientes através de novas licitações. Temos de universalizar o atendimento através do médico de família, que terá uma equipe para atender o cidadão em sua casa, praticando a saúde preventiva, realizando os primeiros diagnósticos e evitando em muitos casos a ida ao posto de saúde que, quando necessária, será agendada eletronicamente pela equipe do médico de família, com hora marcada, evitando filas e deslocamentos desnecessários. A informatização do sistema vai nos ajudar a reduzir o não comparecimento nas consultas (hoje em 30%!), desonerando e otimizando a utilização do sistema e permitindo a implantação de um prontuário eletrônico, para que finalmente a saúde do cidadão tenha uma história, facilitando o diagnóstico e as avaliações por parte da equipe médica.

5 - Um dos grandes problemas que a população enfrenta é a falta de segurança. O número de mortes aumentam a cada ano. O que o senhor pode fazer para diminuir o número de crimes no estado?

Temos de valorizar nossos policiais, um dos mais mal pagos do país, dando a quem arrisca sua vida pela população uma carreira mais atraente e digna. Temos de melhorar o processo investigativo, investindo em treinamento, tecnologia, equipamentos, adotando em São Paulo as melhores práticas hoje existentes em outros países. Além disso temos de integrar ao máximo as policias civil e militar para que atuem de forma coordenada e conjunta contra a criminalidade. E finalmente, temos de investir em presídios, construindo mais unidades para separarmos em definitivo os presos mais perigosos dos demais, rompendo a dinâmica da escola do crime e dificultando a vida dos líderes de facções criminosas. Podemos também em parceria com a iniciativa privada construir mais presídios como o de Ribeirão das Neves em MG, gerido pela iniciativa privada e com excelentes níveis de serviço, sem rebeliões e com alto índice de reinserção na sociedade. Finalmente, junto com os municípios, o estado tem de atuar cirurgicamente nas áreas de maior criminalidade pois a solução não é só com a polícia, muitas vezes passa pelo município cuidar melhor da zeladoria, coibindo bares irregulares, mantendo as ruas e calçadas limpas e sem buracos, com boa iluminação, etc...

6 - Em 2014 vivemos uma grave crise hídrica em São Paulo. Como o senhor vê essa questão? Foi falta de planejamento ou foi culpa de "São  Pedro", como declararam alguns políticos na época?

Foi uma grande falta de planejamento, é um absurdo uma cidade como São Paulo com 2 grandes rios e diversos afluentes viver em meio ao esgoto e enfrentando crises de falta d’água. Precisamos atuar em parcerias com todos os municípios do estado para virarmos esse jogo. Vamos fazer diferente, com base nas bacias hidrográficas do estado vamos incentivar os municípios a se juntarem em consórcios e licitarem toda a área da bacia hidrográfica para que a Sabesp ou outra empresa do setor privado fique responsável pela gestão da água e tratamento do esgoto, com metas ambiciosas e objetivas para a universalização do tratamento de esgoto e do fornecimento de água. A Cetesb, livre de influencias políticas irá atuar fortemente para o cumprimento da leis ambientais existentes e junto com a agencia reguladora do estado firmar um compromisso inadiável com a Sabesp e demais concessionários da região metropolitana de São Paulo para a universalização do tratamento de esgoto e assim finalmente devolvermos nossos rios à população.

7 - Caso o senhor seja eleito, qual será sua primeira tarefa?

Um choque de gestão, cortando privilégios, profissionalizando as secretarias e reduzindo o custo da máquina do estado. Também pretendo colocar profissionais em todas as secretarias para que ao desenvolvimento social seja acompanhado desde o primeiro dia.

8 - Qual será sua prioridade no seu governo?

Saúde, Segurança e Educação.

9 - O senhor é a favor das privatizações?

Sou a favor que o cidadão seja atendido de forma eficiente e com altos níveis de serviço. Isso pode ocorrer por meio de privatizações ou não.

10 - Candidato como foi sua infância?

Foi uma infância muito feliz. Tenho dois pais muito amorosos que trabalharam muito para que eu pudesse estudar e conseguir uma melhor condição de vida. O principal que eles me ensinaram foi a honestidade e o compromisso com a sociedade. Pois sem respeito ao próximo não há como conviver em grupo. 

11 - Porque o senhor decidiu ser candidato ao governo do estado de SP?

Porque os 24 anos de PSDB fizeram mal ao nosso estado. Somos os melhores dentre os piores, sendo que deveríamos nos comparar com países do mundo. Quero mostrar à população que há uma alternativa viável e coerente a toda essa polticagem. Chega de privilégios e tratamentos diferenciados a castas no nosso estado.

12 - O senhor é a favor da Lava Jato?

Sim, sempre fui. Tanto que organizei vários movimentos de rua em apoio a Lava Jato e contra a corrupção.. Precisamos passar o Brasil a limpo. A operação Lava Jato está fazendo um grande serviço ao Brasil. Ela não pode parar e deve investigar irregularidades de qualquer partido ou instituição. Só assim daremos mais um passo para mudarmos o Brasil para melhor.

13 - Qual é a sua avaliação do governo Alckmin?

Fazem muito alarde com a melhora de índices que já eram para ter sido muito positivos há tempos. A politicagem e os cabides de emprego têm consumido nosso estado há 24 anos  e, sem ela, tudo estaria muito melhor. Precisamos renovar a política, porque, com esses que estão aí,nada mudará.

14 - Muitos paulistas estão desempregados, devido a grave crise que o país vive. Qual é o seu projeto para diminuir o número do desemprego em São Paulo?

Quem gera novos empregos é o setor privado, não o estado. Temos de oferecer melhores condições para o empreendedorismo e o investimento, desburocratizando, simplificando, reduzindo a carga fiscal sempre que possível, tornando o estado um parceiro da sociedade, das empresas e do cidadão.

15 - Candidato Rogério Chequer, o Blog do Leandro Leite agradece pela sua participação na nossa sabatina online. Obrigado e boa sorte!

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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Blog entrevista o candidato à Presidência da República, José Maria Eymael do (DC)

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Foto: Divulgação
O blog entrevistou o candidato à Presidente da República, José Maria Eymael do (DC). Ele falou sobre violência, economia, impeachment de Dilma Rousseff, educação, tempo menor na TV e rádio no horário político, dentre outros assuntos.

Confira à entrevista abaixo:

1 - Nos últimos quatro anos a crise chegou com tudo no Brasil. Presidente afastada, vários políticos sendo presos na Operação Lava-Jato, enfim, parece que o nosso país chegou no fundo do poço. Qual é a sua avaliação disso tudo? O senhor foi a favor do impeachment de Dilma Rousseff?

Afirmo que foi em suas tragédias que grandes nações foram plasmadas. O Impeachment da ex Presidente Dilma seguiu o rito processual previsto pela Constituição.

2 - O que o senhor vai fazer para a economia voltar à crescer?

​O Próximo Presidente da Republica tem que ter verdadeira obsessão pelo desenvolvimento, só assim o Brasil voltara a rota do crescimento e do desenvolvimento.Entre os vários projetos para que isso ocorra, estão a reforma tributaria e diminuição do número de ministérios para no máximo 15. 

3 - O senhor é a favor da Reforma da Previdência?

É imperativo uma reforma previdenciária. como está o fracasso do sistema previdenciário é liquido e certo, porém essa reforma tem que ter como principio um amplo debate com a sociedade.

4 - Privatizações: O senhor é a favor ou contra?

Privatização das empresas que não são essencialmente necessárias a ação governamental.

5 - A cada ano que passa, aumentam o número de crimes no país. Infelizmente às leis são muito frágeis. Um motorista dirige bêbado, mata uma pessoa e não fica nem 24h preso. Qual é a sua proposta para diminuir a violência no nosso país? O senhor criará leis mais consistentes para os culpados ficarem muito tempo na cadeia?

A lei tem que ser cumprida e a prisão perpetua para crimes hediondo é uma discussão que tem que ser aprofundada.

6 - Ainda falando em segurança pública. O senhor é a favor da Intervenção Militar no Rio de Janeiro?

Totalmente.

7 - O transporte público nas grandes cidades estão muito caras. Aqui em São Paulo, por exemplo, a tarifa de ônibus-metrô-CPTM custam 4 reais. A integração ônibus+metrô ou ônibus+CPTM que era a metade, hoje custa quase um valor integral. O que o senhor pode fazer para às regiões terem um transporte barato e de boa qualidade?

Gestão competente e foco no desenvolvimento, só assim para todos os setores vitais para a sociedade, como o transporte, receberem a atenção devida.

8 - O senhor é a favor da Lava-Jato?

Inteiramente.

9 - Qual será sua prioridade no seu governo?

Desenvolvimento para tornar o Brasil a potencia mundial que merece e tem plena condições se ser.

10 - Qual é a sua proposta para diminuir o número de desemprego que a cada semestre aumenta?

Igualdade de oportunidades baseado em uma educação aprimorada que resgate os valores da família e traga conhecimento aos nossos jovens.

11 - Essa é a quinta vez que o senhor se candidata à Presidente da República. Porque o senhor decidiu ser novamente candidato?

Nas quatro primeiras vezes em que fui candidato o fiz para atender as necessidades da Democracia Cristã. Agora o faço para atender as necessidades do Brasil.

12 - O senhor terá pouco tempo na TV e no rádio. Isso pode atrapalhar a sua campanha, já que essa eleição promete ser a mais disputada de todos os tempos?

​O tempo desigual e desonesto que que nos foi dado será compensado pelo nosso esforço e trabalho nas redes sociais. Para isso convido a todos para acompanharem minha página no Facebook, eymaelOficial. Mas tenham certeza, mesmo com pouco tempo o Brasil inteiro saberá que competência,  honra e caráter serão os pilares do nosso governo.

13 - Pessoas despreparadas têm ocupado cargos importantes no governo sem a menor competência para tal. Resultado: Estado caro e ineficiente. O que será feito no seu governo para acabar com o apoio político em troca de favores e cargos públicos?

O clientelismo politico não terá espaço em nossa agenda governamental. Competência, honra e caráter serão os pilares, como já dito acima, do nosso governo.

14 - O ensino fundamental e médio no Brasil é de péssima qualidade. Quais as suas propostas para a educação?

A educação será prioridade em nosso governo. Quando constituinte elaborei defendi e aprovei a possibilidade da concessão de bolsas de estudos para alunos do fundamental e médio que hoje é uma das pernas do PROUNI,. Eu mesmo quando menino, lá no Rio Grande do Sul, estudei do primário a faculdade com bolsa de estudo e elas serão umas das prioridades do meu governo, assim como a valorização do professor e uma ampla reforma no currículo das disciplinas, baseado em um amplo debate nacional com docentes, pais e alunos.

15 - O senhor tem  alguma proposta para redução de gastos e salários absurdos que a máquina pública patrocina no cenário político atual?

​Gestão com competência.

16 - Porque o seu partido mudou de nome? Antes era PSDC.

Assumimos a nossa identidade. Somos a Democracia Cristã do Brasil.

17 - Candidato José Maria Eymael, o Blog do Leandro Leite agradece pela sua participação na nossa sabatina online. Obrigado e boa sorte!




segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Blog entrevista o candidato ao governo do estado de SP, Major Adriano da Costa e Silva (DC)

Major Costa e Silva é oficializado candidato ao governo de SP pelo DC (Foto: Gabriela Gonçalves/G1)
(Foto: Gabriela Gonçalves)
Seguimos com ás sabatinas online do Blog do Leandro Leite. O entrevistado de hoje é o candidato ao governo do estado de São Paulo, Adriano da Costa e Silva (DC), antigo PSDC. 

O Major falou sobre educação, saúde, transporte, violência, privatizações, entre outros assuntos.

Confira à entrevista abaixo:

1- As obras do Metrô estão atrasadas desde 2012. O atual governo fez várias promessas para a população e até agora nada. O Monotrilho na zona leste só tem duas estações que operam durante todo o dia, parece mais um passeio da Disney, e a linha da zona sul, que ligaria Jabaquara até o Morumbi estão com às obras paralisadas, além da CPTM que sempre tem falhas e com isso os trens sempre circulam superlotados. Caso o senhor seja eleito, qual é a sua proposta para melhor o transporte em São Paulo?

No que diz respeito ao sistema de trens e metrôs, que são de responsabilidade do Estado, devemos realizar a concessão das linhas nos moldes do que ocorre hoje na linha amarela, com as parcerias público-privadas e acelerar as obras em andamento garantindo um transporte de melhor qualidade à população. Obviamente, os contratos de concessão deverão ser melhor avaliados a fim de dar mais segurança ao Estado e evite os prejuízos que já surgem de contratos mal elaborados e sem previsão de Performance Bond e Maintenance Bond.

Outro aspecto que torna as obras mais onerosas atrasadas é a falta de planejamento aliada aos projetos de engenharia incompletos que baseiam o editais. Isso prejudica e onera, não só as obras de ampliação do sistema de transporte público como todas as demais. Esse problema só pode ser superado com a nomeação de pessoas tecnicamente capacitadas com  foco na eficiência na aplicação dos recursos públicos. 

2- Todos os anos o governo anuncia aumento das tarifas. Virou tradição. Em janeiro sempre tem aumento. Tem como diminuir a tarifa, ou pelo menos congelar, ou essa política de aumento vai continuar na sua gestão?

O  nosso transporte público tem problemas de ordem estrutural, cultural e tecnológica. Temos, nos grandes centros metropolitanos do Estado, uma estrutura urbana que dificulta, quando não impede, as necessárias obras para garantir a ampliação destes sistemas, tornando-os insuficientes para bem atender a população. Soma-se a isso, o fato de que o paulista, culturalmente, prefere tirar seu carro da garagem para ir trabalhar, ao invés de utilizar-se do transporte público. Destas duas características temos a principal problemática do transporte público: os custos operacionais tendem a aumentar anualmente e a demanda, embora cresça, é flutuante e muitas vezes não é suficiente para cobrir a variação dos custos. Assim, a avaliação meramente social leva a crer que os aumentos são necessários.

Agora vamos à solução! Novas tecnologias surgem todos os dias mas não se busca aplicá-las para tornar o sistema mais eficiente e barato. Trens mais modernos e com menor consumo elétrico, automação e novas fontes energéticas tornam os custos operacionais mais baixos. Um estudo de integração dos transportes garantindo maior capilarização do serviço estimularia a demanda e garantiria a taxa de retorno de investimento das empresas sem a necessidade de aumento das tarifas em prazos tão curtos.

 3- Nos últimos anos o governo PSDB desde à época do ex-governador José Serra, prometeram expandir o Metrô da Linha 5 - Lilás até o Jardim Ângela e esse projeto não saiu do papel e às obras da linha 9 - Esmeralda da CPTM que ia até Varginha, também na zona sul estão paralisadas. Como o senhor vai resolver essas duas questões?

Como já foi dito anteriormente, a falta de planejamento tem sido o grande vilão deste estado calamitoso do transporte público. Somada à falta de vontade política, temos a receita perfeita para a ineficiência. Um plano de metas a ser feito após o reestudo de cada projeto poderá definir novos prazos. Além de prazos e revisão de projetos, deverá ser planejada uma previsão de recursos para a implementação dos mesmos. Seria leviano, neste momento, fazer promessas neste sentido.

4- Agora falando sobre educação, as escolas estaduais parecem presídios. Estão totalmente abandonadas, e os professores correm risco de serem agredidos por alunos. Como o senhor vê essa questão?

Em meu projeto para a educação, estamos planejando uma maior aproximação entre a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Educação. Neste sentido, a presença da Polícia Militar será uma constante nas escolas, sobretudo naquelas onde os índices de violência e baixo rendimento são mais evidentes.

Passaremos a administração dessas escolas para policiais militares ficando a encargo do professor e diretor somente as atividades docentes e pedagógicas. Esse modelo tem dado certo em diversas unidades da  federação, onde já temos 212 escolas funcionando nesses moldes.

5- Quais são seus projetos para a Saúde, que anda em situação tão precária no estado de São Paulo?

O projeto tem por objetivo final uma grande reestruturação do sistema de saúde no Estado. Iniciando com uma aproximação com as prefeituras a fim de garantir que as mesmas tenham condições de atender plenamente seus cidadãos, com ênfase na medicina preventiva e no atendimento básico em especialidades.

Numa segunda fase, passaremos a instalar centros de excelência em medicina, regionalizados e dimensionados conforme o adensamento populacional de cada região.

6- Um dos grandes problemas que a população enfrenta é a falta de segurança. O número de mortes aumentam a cada ano. O que o senhor pode fazer para diminuir o número de crimes no estado?

A segurança pública não é uma mera questão de polícia, mas de investimento em educação, saúde, lazer e criação de emprego. Mas todos estes são aspectos que dão resultado a longo prazo. De imediato, devemos endurecer a repressão ao crime, dando respaldo jurídico aos nossos policiais. Além disso, programas de valorização da profissão policial e garantia da segurança, física e social, de seus familiares serão implementados, tais como o Fundo de Saúde Policial, a Defensoria Pública Militar, entre tantas outras.

Precisamos agir também no aspecto cultural da sociedade, demonstrando a todos que o policial deve ser valorizado e respeitado pois é um verdadeiro herói. 

7- Em 2014 vivemos uma grave crise hídrica em São Paulo. Como o senhor vê essa questão? Foi falta de planejamento ou foi culpa de "São Pedro", como declararam alguns políticos na época?

Foi um conjunto de fatores. É verdade que o baixo índice pluviométrico agravou bastante a crise, mas não pode ser apontado como único culpado.

A ocupação territorial desordenada, as péssimas políticas de urbanização, aliadas a um sistema de distribuição precário e obsoleto foram aspectos contribuintes em maior razão de culpa.

Temos hoje muitas perdas no sistema de distribuição de água que devem ser corrigidas. Além disso, estímulo à economia de água e incentivo às obras que planejem o reuso de água e captação de fontes alternativas.

8- Caso o senhor seja eleito, qual será sua primeira tarefa?

Reduzir o custo do Estado revendo a necessidade cada cargo comissionado e iniciar os trabalhos de combate a ideologização de nossas crianças, apresentando à assembleia Legislativa o projeto Escola sem Partido. Abrir as negociações com as categorias que vão mudar o rumo deste Estado (Polícia e Professores). 

9- Qual será sua prioridade no seu governo?

A educação é a solução do nosso país. um povo bem instruído é menos dependente do Estado e mais produtivo. O investimento na educação pode não demonstrar seus frutos nos próximos 4 anos, mas também não devemos governar para hoje, mas para daqui a 20 anos. Esse imediatismo das gestões anteriores é o principal culpado pelas mazelas que sofremos nos dias atuais.

10- O senhor é a favor das privatizações?

No que tange às empresas em geral sim! No entanto devemos atentar que algumas estatais são estratégicas em termos de segurança nacional, o que torna sua privatização temerosa.

11- Candidato como foi sua infância?

Nasci em São Paulo e cresci no bairro do Jabaquara. Posso dizer que fui privilegiado por ter meus pais sempre ao meu lado, passando valores e orientando para a vida, como o fazem até hoje. Tive uma infância feliz e simples. 

12- Porque o senhor decidiu ser candidato ao governo do estado de SP?

Cansei de não ter em quem votar! Eram sempre os mesmos e ficava escolhendo o menos pior. Decidi ser a minha opção. Além do mais, ouvi o clamor do povo que pedia a intervenção militar e, tendo a consciência de isso só aconteceria de forma democrática. Tirei minha farda e vim para as urnas. 

13- O senhor é a favor da Lava Jato?

Claro! A Lava Jato escancarou o que tinha de podre na política. Mostrou a verdade que apenas desconfiávamos e devolveu nossa esperança de podemos ser um país promissor em que nossos governantes pensem em nós e não apenas neles mesmos.  

14- Qual é a sua avaliação do governo Alckmin?

A gestão PSDB já deu o que podia ao Estado. Depois de 24 anos a frente de São Paulo, não vejo mais no que podem contribuir. Além do mais, atou as mãos das nossas polícias e permitiu que o crime tomasse conta do estado. Sucateou as polícias, as escolas e permitiu uma agenda de doutrinações e ideologizações que só dividiram o povo paulista.

15- Muitos paulistas estão desempregados, devido a grave crise que o país vive. Qual é o seu projeto para diminuir o número do desemprego em São Paulo?

O Estado de São Paulo tem um potencial latente de desenvolvimento. A falta de investimento em infraestrutura, a burocracia e falta de incentivo tem contribuído para o fechamento de empresas e a consequente perda de postos de trabalho. Vamos fomentar a pesquisa aplicada, diminuir a burocracia e investir na infra estrutura necessária para a retomada do Estado. Estas ações vão devolver nossa capacidade de crescimento e gerar os empregos necessários para atender a demanda do povo paulista.

 16- Adriano Costa e Silva via Email, o Blog do Leandro Leite agradece pela sua participação na nossa sabatina online. Obrigado e boa sorte!

Eu que agradeço a oportunidade.




quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Blog entrevista candidato ao governo do estado de SP, Luiz Marinho (PT)

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Foto: Divulgação
O blog entrevistou o candidato a Governador do Estado de São Paulo, Luiz Marinho (PT). Ele falou sobre transporte público, saúde, educação, violência no estado, entre outros assuntos e fez duras criticas ao governo PSDB que governa o estado à mais de 20 anos.

Confira à entrevista abaixo:

1 - As obras do Metrô estão atrasadas desde 2012. O atual governo fez várias promessas para a população e até agora nada. O Monotrilho na zona leste só tem duas estações que operam durante todo o dia, parece mais um passeio da Disney, e a linha da zona sul, que ligaria Jabaquara até o Morumbi estão com às obras paralisadas, além da CPTM que sempre tem falhas e com isso os trens sempre circulam superlotados. Caso o senhor seja eleito, qual é a sua proposta para melhor o transporte em São Paulo?

R- Os atrasos nas obras das administrações do Alckmin e da turma do Dória são resultado de falta de planejamento e compromisso com os trabalhadores que precisam de transporte público de qualidade e eficiente. Ele é o rei da promessa não cumprida. É inadmissível que nesses 24 anos de governos tucanos, 14 sob o comando dele, São Paulo tenha avançado tão pouco na construção de metrô.

Quando eu assumir o governo do Estado duplicarei os investimentos para concluir as obras das linhas do Metrô e o monotrilho que alcançaram o dobro do custo inicial e está inacabado. Vamos concluir principalmente a Linha 6 Laranja, a chamada linha universitária. 

Vamos retomar uma ideia original das administrações do PT de transporte integrado implementar o bilhete único mensal válido para todos os modais de transporte da grande São Paulo e demais Regiões Metropolitana. Está também na nossa meta remodernizar a malha de trens metropolitanos.    

2 - Ainda falando sobre transporte público, todos os anos o governo anuncia aumento das tarifas. Virou tradição. Em janeiro tem aumento. Tem como diminuir a tarifa, ou pelo menos congelar, ou essa política de aumento vai continuar na sua gestão? 

R- Todos os contratos realizados pelos governos tucanos preveem reajustes automáticos de tarifas, quer seja dos pedágios nas rodovias, habitualmente atualizados no mês de julho, ou nas passagens de ônibus, costumeiramente aumentados no mês de janeiro. Esses contratos foram feitos sob a ótica dos gatilhos para reposição da inflação, cultura herdada de um período de inflação alta, para garantir a taxa de retorno dos investimentos (TIR) que é um parâmetro elevado se considerada com os países desenvolvidos por todo o mundo.

Nós temos que buscar meios de assegurar a taxa de retorno dos investimentos em níveis civilizados para não onerar a população em favor do aumento dos lucros das empresas e das concessionárias. A maioria desses contratos, principalmente os das concessionárias de pedágios, têm impactado de forma negativa na economia do Estado. Vamos analisar cada contrato porque a minha percepção é que tem alguma coisa estranha nesses contratos.

3 - Agora falando sobre educação, as escolas estaduais parecem presídios. Estão totalmente abandonadas, e os professores correm risco de ser agredidos por alunos. Como o senhor vê essa questão?

R- A violência nas escolas é uma realidade que tem como fonte inicial a falta de valorização dos sucessivos governos do PSDB, que padecem de baixos  salários, falta de investimentos nas escolas que estão degradadas, sem reformas, bibliotecas, quadras e ambiente que potencialize o desenvolvimento dos alunos e professores. Temos que recuperar a qualidade do ensino, estimular os professores, oferecer qualificação aos profissionais da educação, aumento salarial e reorganizar a dinâmica nas escolas e propiciar ambiente saudável e integrado com a comunidade. É fundamental criar condições para que os professores e todos os profissionais da educação tenham plenas condições de trabalho. E para mostrar que nosso compromisso é valorizar os professores vamos, em quatro anos, dobrar os salários das professoras e professores.

4 - Aqui na zona sul de São Paulo, a prefeitura entregou somente uma pequena parte do Hospital de Parelheiros. A nova promessa agora é somente para o ano que vem. Caso seja eleito, o senhor como Governador vai ajudar a prefeitura a entregar o hospital de Parelheiros e ajudar outros que estão nessa mesma situação, ou isso é somente responsabilidade do prefeito? E quais são seus projetos para a Saúde, que anda em situação precária no estado de São Paulo?

R- Uma das marcas do PSDB nesses 24 anos é o pouco caso com que trata a saúde. Os governos tucanos têm tido uma postura autoritária e isolacionista da gestão estadual de saúde, sempre de costas para os municípios e para as necessidades da população. O estado, nesse período, não foi capaz de garantir os compromissos constitucionais que visam um sistema de saúde universal, integral e equânime. Em vez de cumprir sua parte na gestão do SUS preferiu ficar disputando marcas com os municípios. Nosso compromisso é fazer uma gestão solidária e compartilhada com todos os municípios, garantindo a coordenação e o apoio técnico para efetiva implementação local e regional do SUS. A exemplo do que fiz em São Bernardo, vamos fazer uma verdadeira revolução na saúde, melhorando a qualidade do serviço, modernização dos equipamentos, além de eficiência e otimização da gestão.

5 - Um dos grandes problemas que a população enfrenta é a falta de segurança. Os números de mortes aumentam a cada ano. O que o senhor pode fazer para diminuir o número de crimes no estado?

R- A questão da segurança e combate à criminalidade não pode ser tratada apenas como uma questão de polícia. Temos que fazer investimentos pesados em educação, esporte, cultura e lazer.

Mas especificamente na questão das polícias precisamos de investimentos em efetivos, salários, na autoestima dos policiais e inteligência. Hoje faltam investigadores nas delegacias. Só são investigados crimes de grande repercussão midiática. A Polícia Militar não consegue nem repor o número de polícias que se aposentam ou estão afastados por motivos de saúde. Além disso, ainda temos milhares de policiais que em vez de estarem nas ruas fazendo patrulhamento estão fazendo serviços administrativos e burocráticos. No nosso governo esses policiais irão para as ruas. Vamos trabalhar para reduzir os índices de violência.     

6 - O senhor conta com o apoio do ex-presidente Lula, mesmo ele estando preso?

R- O ex-presidente Lula é um preso político, perseguido e condenado por um crime que não cometeu. Eu tenho a honra de ser amigo do ex-presidente Lula que tem o reconhecimento de que foi o melhor presidente que a população brasileira já teve no nosso país. Tanto é assim que ele lidera todas as pesquisas de opinião e com grandes chances de vencer já no primeiro turno. Ele será candidato, será eleito e o nosso povo vai voltar a ser feliz. E terá um papel fundamental na nossa campanha e na nossa vitória.

7 - Caso o senhor seja eleito, qual será sua primeira tarefa no primeiro dia de governo?

A minha primeira tarefa no governo é mudar a mentalidade da administração. Vamos fazer um governo onde toda a população do estado seja ouvida e onde o planejamento seja respeitado. O governo do estado precisa aprender a trabalhar de forma planejada. E nesses 24 anos de PSDB foi exatamente o que faltou para o nosso estado. Costumo dizer que em 24 anos se você planejar resolve tudo. E sem fazer o planejamento o PSDB não conseguiu solucionar nenhum gargalo. Em qualquer área, de qualquer região do Estado, você percebe como os governos tucanos foram incompetentes em sanar problemas.

8 - Na sua opinião, porque o PT nunca conseguiu eleger até hoje um candidato ao governo do estado de São Paulo?

R- O Estado de São Paulo está nas mãos do consórcio PSDB, MDB há décadas e isso criou uma cultura de aparelhamento do Estado, fisiologismo que evoluiu e trouxe raízes e barreiras que pudessem levar a população uma visão crítica e perspectivas de outra modelo de gestão. E eles ainda contaram com a proteção de grande parte da mídia nesses 24 anos. A ausência de críticas cobranças em relação as omissões, falhas e corrupção que ocorrem ao longo dos anos dos governos do PSDB em São Paulo.

Mas historicamente o nosso partido tem em média 20% dos votos no Estado. E este período eleitoral é nossa grande chance de dialogar com a população e mostra nossas propostas para trazer desenvolvimento, gerar emprego e oferecer oportunidade para o desenvolvimento do potencial do povo paulista. E vale lembrar que o PT já governou para 60% do povo paulista em prefeituras como a da Capital.

9 - O senhor é a favor das privatizações?

R- As administrações petistas têm experiências bem-sucedidas em concessões não onerosas que trouxeram boas parcerias com o setor privado, sem sacar o bolso da população. Um bom exemplo é como se deu a concessão das Rodovias Federais que cobram tarifa de pedágio muito mais acessíveis, que os valores cobrados nas estradas privatizadas pela PSDB em São Paulo. Agora não dá para falar em Pops como a que o Alckmin fez na linha 5 do Metrô onde a iniciativa privada não corre nenhum risco e o estado banca até passageiro não transportado.

10 - Candidato como foi sua infância?

Eu nasci em Cosmorama, na região de Rio Preto, e fui criado em Santa Rita do Oeste, lá na divisa entre Minas e Mato Grosso do Sul. Levei uma infância como toda criança do interior. Logo aos seis anos comecei a ajudar na roça, raleando algodão, cai de lombo de burro, ouvia moda de viola, ouvia os mais velhos contarem história, jogava bola com meia, laranja... enfim, uma vida típica de garoto do interior.

11 - Porque o senhor decidiu ser candidato ao governo do estado de SP?

Porque acredito que é possível fazer diferente, fazer mais e fazer melhor. Nesses 24 anos de gestão os tucanos colocaram São Paulo em um estado de letargia e eu quero tirar São Paulo dessa paralisia. E quero fazer um governo que olhe para todo o estado, que veja São Paulo com as suas diferenças, respeite essas diferenças, um governo que valorize as mulheres, os homens, negras e negros, jovens, a comunidade Ligeti, os quilombolas, os indígenas. Enfim, para fazer um governo onde todas e todos se sintam representados.

12 - O senhor é a favor da Lava Jato?

R- Os governos do Partido dos Trabalhadores foram as responsáveis pelo salto de qualificação, elevação de contingente e salário da Polícia Federal. Foi o governo do PT quem trouxe ao país legislações, condições e mecanismos de transparência e combate à corrupção.

A nossa crítica é a ação seletiva da Lava Jato contra o PT, a criminalização e judicialização da política. Esta ação é que traz danos para a Democracia do país e injustiças como a prisão arbitrária do ex-presidente Lula.   

13- Qual é a sua avaliação do governo Alckmin?

R- O Estado de São Paulo está amordaçado, reduzido pelo domínio do PSDB há 24 anos na administração paulista. E como disse anteriormente, somente Alckmin ficou 14 anos no poder. São Paulo tem sofrido com o sucateamento dos hospitais, abandono nas escolas, elevados índices de violência e criminalidade e ocultação de seus problemas e corrupção. Temos que lembrar também da relação e parceria do ex-governador com o golpe. 

O governador Geraldo Alckmin foi único governador que recebeu o golpista Michel Temer logo após o impeachment da presidenta Dilma, eleita democraticamente e foi alvejada pelo golpe.   

14 - Muitos paulistas estão desempregados, devido a grave crise que o país vive. Qual é o seu projeto para diminuir o número do desemprego em São Paulo?

R- São Paulo tem muito potencial é está engessado pelo governo medíocre do PSDB. Nós temos que tem política de desenvolvimento regional, estimular que as regiões desenvolvam seus potenciais e vocações. O Estado deve ser indutor da economia e estimular geração de emprego por meio de políticas públicas que combatam o desemprego, a miséria e promovam inclusão econômica e social. Precisamos criar condições para gerar empregos, oportunidades, principalmente para os jovens e quem tem mais de 40 anos que é justamente quem sofre mais com o desemprego.          

15 - Luiz Marinho, o Blog do Leandro Leite agradece pela sua participação na nossa sabatina online. Obrigado e boa sorte!




sábado, 11 de agosto de 2018

Blog entrevista o candidato à Presidência da República, Guilherme Boulos do PSOL

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Foto: Divulgação
O blog realizou mais uma sabatina online com os candidatos à Presidência da República. A entrevista de hoje foi com o candidato, Guilherme Boulos, do PSOL.

A princípio, nós enviamos 16 perguntas para o candidato, como fizemos com todos que aceitaram participar da nossa entrevista, porém, a assessoria de Boulos solicitou que o blog enviasse apenas cinco perguntas.

O candidato falou sobre Educação, Saúde, Economia, entre outros assuntos.

Confira abaixo:


1. O que o senhor vai fazer para a economia voltar a crescer?


Nenhum país saiu de crise econômica sem investimento público. Não se gera emprego com política de cortes, como faz o atual governo de Temer e como querem fazer alguns candidatos nessa eleição. Esse modelo só favorece os bancos, que concluíram seus semestres com taxas de lucro exorbitantes -- 17 bilhões somente no segundo trimestre. 

Vamos retomar o investimento público direto com o programa “Levanta Brasil”, com obras de infraestrutura viária, logística e social, sobretudo nas regiões mais atingidas pela crise ou com carência de infraestrutura. Assim, geramos emprego e renda na construção de obras públicas, melhorando a infraestrutura e os serviços e expandindo a atuação de empresas de pequeno e médio portes -- responsáveis por fornecer bens e serviços para as obras. 

O Brasil não é um país pobre, somos a oitava economia do mundo. Precisamos enfrentar privilégios para que grandes empresas não acumularem milhões em dívidas, se beneficiem de desonerações, enquanto setores fundamentais carecem de investimento. Para isso, também está em nosso plano uma reforma tributária progressiva, que tire o peso das costas dos trabalhadores e da classe média e faça quem ganha mais, pagar mais.

2. A cada ano que passa, aumentam o número de crimes no país. Infelizmente as leis são muito frágeis. Por exemplo, um motorista dirige bêbado, mata uma pessoa e não fica nem 24h preso. Qual é a sua proposta para diminuir a violência no nosso país? O senhor criará leis mais consistentes para os culpados ficarem muito tempo na cadeia?

Segurança pública se resolve com investimento em inteligência e prevenção. É preciso aceitar que o atual modelo punitivo e militarizado não funcionou. Os números comprovam isso: segundo dados divulgados essa semana, em 2017 o Brasil gastou quase 85 bilhões, o equivalente a 1,3% do PIB, em segurança pública. Mas, no mesmo ano, registrou sete mortes por hora -- um recorde de violência, que atinge, sobretudo, jovens, negros, pobres. 

Vamos combater o mal na raiz, investindo em um sistema de informação e inteligência para mapear o dinheiro sujo, colocar fim aos esquemas de lavagem de dinheiro e desmantelar o tráfico de armas. Nossa proposta envolve também unificar e desmilitarizar a polícia, criando o “ciclo completo” de atuação que já é adotado em muitos países. 

3. Qual é a sua proposta para diminuir o número de desemprego que a cada semestre aumenta?

Emprego se cria com investimento público direto e não com mais cortes. Nosso programa “Levanta Brasil” vai estimular o crescimento da economia, a geração imediata de empregos e a expansão de pequenas e médias empresas com obras de infraestrutura viária, logística e social. 

Mas, primeiro, é preciso revogar urgentemente a Reforma Trabalhista promovida pelo atual governo. Essa medida além de provocar mais desemprego, precarizou o trabalho de quem ainda tem. As leis trabalhistas não são privilégios que dificultam o crescimento econômico; 
são direitos conquistados duramente pelos trabalhadores brasileiros. 

4. A saúde no Brasil está caótica. Sempre tem casos de pessoas que morrem em filas de hospitais devido à falta de atendimento. Qual é sua proposta para essa questão?

O SUS é referência internacional no que diz respeito à políticas de saúde pública, mas sofre com subinvestimento. Somente 7,7% de nosso orçamento é destinado à Saúde, um dos índices mais baixos do mundo. Nosso compromisso é dobrar esse orçamento. Mas, primeiramente, vamos revogar a Emenda Constitucional 95 que congelou todos os gastos por 20 anos, gerando uma perda de 743 bilhões.

No programa UBS Completa, iremos ampliar a unidade de saúde para que o paciente consiga resolver diretamente seus problemas ali. Vamos ampliar a Farmácia Popular, estender o horário de funcionamento das unidades e estabelecer teto de espera máximo para exames, consultas e cirurgias. Os pacientes poderão acompanhar o andamento da fila e outras informações por meio de um aplicativo exclusivo do SUS. 

Vamos investir também na saúde da família. Assim, um problema de atenção primária poderá ser resolvido antes de se tornar uma condição mais grave. Isso desafoga o sistema, diminui as filas e aumenta o bem-estar da população. Hoje, existem 40 mil equipes de saúde da família; nós vamos dobrar para 80 mil equipes.

5. O ensino fundamental e médio no Brasil é de péssima qualidade. Quais as suas propostas para a educação?

É preciso, em primeiro lugar, revogar a Emenda Constitucional 95, que congelou todos os gastos em Educação para os próximos 20 anos. Sem isso, não é possível fazer nenhum plano para uma educação pública de qualidade.

O governo federal precisa assumir sua responsabilidade nessa área: hoje, dos 5,5% do PIB destinado à Educação, apenas 1% vem dos cofres da União. Queremos um Sistema Nacional de Educação, com federalização dos gastos e coordenação nacional dos esforços. 

Vamos revogar a Reforma do Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular, com debate e consulta popular de forma ampla e participativa para construir um modelo de ensino que garanta o acesso da população à educação na forma e no tempo adequados à sua realidade. Das creches às universidades, iremos investir em mais vagas e mais tempo dentro das salas de aula. 

6 - Guilherme Boulos, o Blog do Leandro Leite agradece pela sua participação na nossa sabatina online. Obrigado e boa sorte!


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Blog entrevista o candidato à Presidência da República, João Goulart Filho, do PPL

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O blog do Leandro Leite começa hoje com às sabatinas com os candidatos ao governo do estado de São Paulo e a Presidência da República. Nós entramos em contato com todos os candidatos, todos eles terão o mesmo espaço, porém, sabemos que nem todos aceitaram o nosso convite.



O primeiro entrevistado é o candidato à Presidência, João Goulart Filho, do PPL. Ele falou sobre à crise no país, Lava-Jato, como recuperar a economia, privatizações, Intervenção Militar no Rio de Janeiro, entre outros assuntos.

Confira à entrevista abaixo:

1 - Nos últimos quatro anos a crise chegou com tudo no Brasil. Presidente afastada, vários políticos sendo presos na Operação Lava-Jato, enfim, parece que o nosso país chegou no fundo do poço. Qual é a sua avaliação disso tudo? O senhor foi a favor do impeachment de Dilma Rousseff?

João Goulart Filho: Realmente a elite política brasileira, representada pelos partidos tradicionais, se submeteram aos interesses de empresas monopolistas que usam como prática corriqueira a corrupção. Essa prática se intensificou ao mesmo tempo em que a sociedade também aumentou sua exigência pelo combate à corrupção. Dilma Rousseff desagradou seus eleitores ao praticar o programa de seu adversário. Sem apoio popular, ela abriu caminho para que seus antigos aliados a derrubassem para aprofundar a política neoliberal. O impeachment foi apenas a forma que eles encontraram para afastá-la, mas o que inviabilizou seu governo foi o desgosto da população.   

2 - O que o senhor vai fazer para a economia voltar à crescer?

JG: A grande emergência nacional consiste em realizar um firme combate ao desemprego. Nossa meta para os quatro anos de governo é criar 20 milhões de novos empregos. E, desde o primeiro dia de governo, estaremos adotando medidas para gerar emprego. Nossa estratégia consiste em adotar um conjunto de medidas para relançar o mercado interno, a começar pelo aumento do poder de compra das famílias. Para isso, iniciaremos no primeiro dia de nosso governo a política de recuperação do salário mínimo, já aumentando em 25% seu poder de compra (nossa meta é duplicá-lo em quatro anos). Ao mesmo tempo, revogaremos a lei que revogou a CLT; o objetivo é possibilitar que o trabalhador possa negociar em melhores condições seu salário e condições de trabalho. Em segundo lugar, de imediato, adotaremos três medidas para fortalecer o poder de compra do governo: baixaremos a taxa de juros real básica, a Selic, para o patamar internacional, revogaremos a lei do teto de gastos e acabaremos com a maioria das desonerações tributárias. Terceiro, aumentaremos o poder de compra das empresas mediante a redução da taxa de juros: para isso, além de baixarmos a taxa básica real, pressionaremos o spread para baixo com o aumento da oferta de crédito barato pelos bancos oficiais. Com isso, as empresas terão dinheiro barato para reforçar seu capital de giro e adquirir matéria prima.

3 - O senhor é a favor da Reforma da Previdência?

JG: Não. Pelo contrário. Defendo aumentar os direitos previdenciários. Defendo o fim do fator previdenciário e do modelo 85/95. Acho que os aposentados devem ter direito a se aposentar com o salário da ativa. 

4 - Privatizações: O senhor é a favor ou contra?

JG: Sou contra as privatizações. O Brasil precisa das estatais para atuar em áreas onde não há concorrência. No lugar das estatais o que há são monopólios privados, que são lesivos aos interesses nacionais e populares.   

5 - A cada ano que passa, aumentam o número de crimes no país. Infelizmente às leis são muito frágeis. Por exemplo, um motorista dirige bêbado, mata uma pessoa e não fica nem 24h preso. Qual é a sua proposta para diminuir a violência no nosso país? O senhor criará leis mais consistentes para os culpados ficarem muito tempo na cadeia?

JG: Para enfrentar a violência crescente, que está matando 62 mil pessoas por ano, na maioria jovens, segundo o último Mapa da Violência, temos que tomar várias medidas. São medidas que têm que ser tomadas simultaneamente. Reduzir rapidamente o desemprego e a desigualdade social. Implantar o ensino em tempo integral. Aumentar vigorosamente a presença do Estado – educação, saúde, cultura, segurança - nas comunidades. Investir pesado na valorização do policial. Não é admissível que policiais recebam um salário indigno e tenham que fazer bico para sobreviver. Aparelhamento e tecnologia intensivos nas forças de segurança. Coordenação direta dessa área pelo Poder Executivo. Essas são algumas das medidas de meu governo. Não acho que as leis tenham que ser mudadas. Sem essas medidas, mudanças de leis não vão interferir na mudança desse quadro deslador. A população carcerária brasileira já é a terceira maior do mundo.        

6 - Ainda falando em segurança pública. O senhor é a favor da Intervenção Militar no Rio de Janeiro?

JG: Acho que a intervenção militar no Rio foi uma jogada política eleitoral de Temer. Ela fracassou como intervenção e como jogada eleitoral. A cúpula do Rio estava envolvida com a corrupção. Os militares não merecem ser jogados em atividades para as quais não estão preparados. As FFA armadas têm tarefas muito mais nobre a cumprir como a defesa da soberania nacional, das nossas fronteiras, de nossas riquezas minerais, etc. 

7 - O transporte público nas grandes cidades está muito caro. Aqui em São Paulo, por exemplo, a tarifa de ônibus-metrô-CPTM custa 4 reais. A integração ônibus+metrô ou ônibus+CPTM que era a metade, hoje custa quase um valor integral. O que o senhor pode fazer para às regiões terem um transporte barato e de boa qualidade?

JG: Ampliar a presença do Estado nos transportes públicos. Aumentar os investimentos na ampliação e melhoria dos transportes. Combater as práticas monopolistas e a corrupção nesses setores. 

8 - O senhor é a favor da Lava-Jato?

JG: Sim

9 - Qual será sua prioridade no seu governo?

JG: Aumentar salários para ampliar o mercado interno, e a criação de empregos. Nosso plano é dobrar o salário mínimo em quatro anos e criar 20 milhões de empregos.   

10 - Qual é a sua proposta para diminuir o número de desemprego que a cada semestre aumenta?

JG: Já respondi antes. Elevar os salários para que cresçam as vendas e os empresários possam usar a capacidade ociosa de suas empresas para aumentar a produção. Ao mesmo tempo reduzir os juros para que o crédito fique mais barato e aumentar os investimentos públicos. Os recursos para isso virão da redução das despesas financeiras, da revisão das isenções fiscais para grandes multinacionais e o agronegócio. Além disso vamos cobra impostos de lucros e dividendos e operações financeiras.   

11 - A saúde no Brasil está caótica. Sempre tem casos de pessoas que morrem em filas de hospitais devido à falta de atendimento. Qual é sua proposta para essa questão?

JG: Resolver o subfinanciamento crônico do SUS. Temos que no mínimo chegar a  R$ 200 bilhões os recursos para a Saúde. Para isso vamos acabar com as isenções de planos de saúde, acabar com a DRU e revogar a MP que congelou os gastos sociais por vinte anos.  

12 - O senhor terá pouco tempo na TV e no rádio. Isso pode atrapalhar a sua campanha, já que essa eleição promete ser a mais disputada de todos os tempos?

JG: Sem dúvida atrapalha, mas vamos à luta. É uma luta de David contra Golias, mas às vezes Golias cai.  

13 - Pessoas despreparadas têm ocupado cargos importantes no governo sem a menor competência para tal. Resultado: Estado caro e ineficiente. O que será feito no seu governo para acabar com o apoio político em troca de favores e cargos públicos?

JG: O problema não é exatamente esse. É claro que tem que haver preparo. Mas só isso não adianta. Tem que saber a quem o servidor público está representando. Havia alguma dúvida do preparo de FHC? Ele era preparado, mas defendia os interesses dos banqueiros e multinacionais. 

14 - O ensino fundamental e médio no Brasil é de péssima qualidade. Quais as suas propostas para a educação?

JG: Acho que a responsabilidade pelo ensino básico do Brasil tem que passar para o governo Federal. Temos que ter padrão federal. As prefeituras e Estados não têm condições de ateder no nível em que é preciso o ensino. Por isso defendo a federalização do ensino básico. 

15 - O senhor tem alguma proposta para redução de gastos e salários absurdos que a máquina pública patrocina no cenário político atual?

JG: Salários ilegais têm que ser combatidos. Os servidores públicos em sua maioria estão com salários congelados. Não acho que esse seja um problema. O que acho alarmante é a União tirar de seu orçamento R$ 400 bilhões todos os anos só para pagamento de juros aos bancos.   

16 - Candidato, o senhor considera que as eleições no Brasil, da maneira como são promovidas e realizadas, significam de fato uma democracia?

JG: O regime democrático é, na minha opinião, o melhor regime. Mas, acho que a nossa democracia foi desrespeitada e violentada. Criar um fundo público de R$ 1,7 bilhão com dinheiro público para dividi-lo com os quatro partidos que mais roubaram para impedir a renovação que a sociedade exige não é democrático. Temos que acabar com isso. Temos que aumentar participação direta da sociedade nas questões políticas.    

17 - João Goulart Filho, o Blog do Leandro Leite agradece pela sua participação na nossa sabatina online. Obrigado e boa sorte!