sábado, 4 de maio de 2013

Santos joga mal, mas bate Mogi nos pênaltis e é finalista do Paulistão

Invicto há 15 jogos, o time superou a má partida e a pressão que vinha das arquibancadas no estádio Romildão, empatou em 1 a 1 no tempo normal e bateu o Mogi Mirim nas cobranças de pênalti para chegar novamente à decisão do estadual. Atual tricampeã, a equipe alvinegra tem a chance de alcançar um inédito tetracampeonato na era profissional do torneio.

Mogi Mirim e Santos decidiram a vaga na decisão nos pênaltis

Com Neymar anulado em campo e Montillo e Cícero sumidos, o Santos até teve o domínio inicial das ações, mas perdeu espaço e viu o Sapão tirar proveito do alçapão formado pelos torcedores para partir para o ataque. Aos 44 minutos, os donos da casa marcaram com o meia-atacante Roni depois de belo cruzamento de Val.

O empate santista veio somente aos 31 da etapa complementar, através do zagueiro Edu Dracena. Ele aproveitou bola levantada na área por Miralles depois de sobra.

Dono da terceira melhor campanha na primeira fase do estadual, o Santos deixa para trás a crise enfrentada no último mês e também as críticas a Neymar para brigar pelo título paulista a partir de 12 de maio. A segunda partida está marcada para o fim de semana seguinte, 19. O clube tem a vantagem de decidir em casa contra o Corinthians.

O jogo – A pressão das arquibancadas era toda em cima do Santos. Tentando conquistar pela primeira vez em sua história o estadual, o Mogi Mirim e seus torcedores criaram um clima de final para a partida.

Mas quem acabou sentindo o ambiente foi o Sapão. O time da casa demorou a se encontrar em campo e esbarrava no nervosismo em seus ataques. Mesmo sem Neymar em grande dia, a equipe comandada por Muricy Ramalho tirava proveito e tinha quase toda a bola nos primeiros minutos.

Aos 3, o zagueiro Edu Dracena chegou perto de abrir o placar. Em subida na frente, ele recebeu passe de Miralles depois de balão de Montillo e cabeceou para grande defesa de Daniel.

Não bastasse o começo ruim de jogo, o Mogi ainda perdeu um jogador com apenas 5 minutos. O lateral-esquerdo João Paulo sentiu lesão e deixou o campo chorando para a entrada de Juninho, volante, improvisado.

Os anfitriões se perdiam na reclamação à arbitragem e não conseguiam furar a retaguarda santista. Somente aos 19, o time ameaçou de verdade. Após desvio em cobrança de falta, Léo atrapalhou o goleiro Rafael e a sobra quase ficou com o Mogi. Renê Júnior fez o corte providencial. No lance seguinte, Roni enfiou para Caramelo. O lateral-direito cruzou rasteiro e Durval apareceu bem.

Até os 30 minutos, o confronto havia registrado apenas duas finalizações.

A partida ganhou em velocidade e os espaços surgiram na reta final do primeiro tempo. Um dos destaques do Mogi no campeonato, o volante Val aproveitou a maior liberdade. Ele recebeu sozinho no lado direito, parou e, praticamente como se estivesse cobrando falta, levantou para Roni subir e fazer 1 a 0 aos 44 da etapa inicial.

Na volta para a etapa complementar, o Sapão se manteve no campo de ataque e avançou a marcação para tentar encurralar ainda mais o Santos.

Quase deu certo. Aos 14 minutos, Val fez outra jogada individual e tocou para Henrique, que girou dentro da área e chutou para excelente defesa de Rafael. O lance despertou Neymar e companhia.

Depois de quase sofrer o segundo gol, o time alvinegro partiu para cima e obrigou o Mogi a recuar. Com mais espaço para trocar passe, a equipe fez valer a sua maior qualidade e finalmente partiu o abafa na tentativa do empate.

Ainda batendo na barreira montada pelos donos da casa à frente da defesa, o Santos apostava nos cruzamentos. Em um deles, Neymar bateu falta e Cícero desviou para que Daniel espalmasse para o lado. Miralles pegou a sobra e levantou para que Edu Dracena empurrasse de cabeça, dentro da pequena área, para igualar em 1 a 1 aos 31 minutos.

Os times se revezaram no ataque nos últimos minutos, com o nervosismo tomando conta de campo. Ninguém conseguiu, no entanto, mudar o placar e impedir a cobrança de pênaltis.


espn

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