O Santos afirma ter recebido € 17,1 milhões (aproximadamente R$ 50 milhões), enquanto que os catalães garantem ter gasto € 57 milhões (R$ 165 milhões).
André Cury, representante do Barcelona aqui no Brasil, tentou explicar o destino dos quase 115 milhões de reais. "(Foram) Para várias empresas. Nós temos um contrato de confidencialidade, e não podemos revelar. Algumas empresas têm a ver, outras não têm nada a ver. Eram outros compromissos que o clube tinha, com outras pessoas, outros jogadores. A operação Neymar foi € 57 milhões, sendo que € 17,1 milhões foram para o Santos. O resto foi para outros compromissos, para mim (Barcelona) ainda teve sidebonus (luvas), comissão...", declarou.
André ainda fez relações com outras situações: "Nós precisávamos nos precaver. Caso não conseguíssemos o Neymar, iríamos ver outro jogador. Mas um jogador bom não se contrata da noite para o dia. Vou te dar um exemplo: uma construtora chega para comprar o seu terreno, que vale R$ 10 milhões, e te dá um sinal de R$ 1 milhão. Depois, ela precisa aprovar o projeto na Prefeitura. Se o projeto não for aprovado, ela perde o milhão", acrescentou.
O representante do Barça disse que parte desse valor foi para o pai de Neymar.
"O Neymar tem um intermediário, que é o pai dele. Antigamente era o Wagner Ribeiro. Pelo que sei, é o pai dele, o procurador, quem decide e faz acordos e contratos. O Barcelona, como qualquer clube da Europa, faz o contrato do jogador e paga uma comissão para o agente do jogador, que nessa época era o Neymar (pai). A família (de Neymar) lá é uma só, não sei se vai para o pai, mãe, irmã, tio. O que estou dizendo é o seguinte: o contrato de transferência do jogador com o Santos é de € 17,1 milhões, mais a promessa de pagar € 2 milhões caso o Neymar chegue entre os três melhores jogadores do mundo e trocamos com o Santos dois amistosos, que nada têm a ver com a transferência, mas por amizade ao clube", concluiu.
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