O aparelho estava sem bateria e ela precisaria esperar quatro horas para que fosse carregado. A outra alternativa era ser carregada para dentro. Sem possibilidade de se atrasar, ela mesma embarcou.
— Eu falei que não podia esperar e disse que não ia deixar ninguém me carregar, porque não é seguro.
Katya subiu as escadas de embarque se arrastando e relata que pediu ao marido que registrasse o ocorrido.
— Subi assim porque é mais seguro pra mim. Não foi para "causar" mais. Eu não tenho intenção de processar, nem causar sensacionalismo. Se eu processar só eu vou ganhar e eu não quero isso. São coisas que acontecem e que temos que relatar para que não aconteçam de novo. Eu pedi para ele [marido] tirar a foto para dar visibilidade para isso.
Katya declarou que sempre voa de GOL e que não teve nenhum tipo de problema com a empresa. Além disso, na madrugada de segunda, toda a tripulação foi atenciosa e a ajudou no processo de embarque. No entanto, o choque com a cena demonstra, para ela, que as pessoas não estão preparadas para lidar com algumas adversidades.
— A tripulação ficou desesperada. Na hora que me viram no chão, não entenderam que era mais seguro do que me carregar no colo. É constrangedor de qualquer forma, mas eles precisam entender que nem sempre a ajuda que eles propõem atende.
A GOL e a companhia informou que irá fazer um trabalho de conscientização com a equipe.
— A GOL foi extremamente atenciosa. Foi dito que vai ser montado um projeto de preparação da equipe. Estou à disposição para fazer um trabalho bacana. Temos uma paraolimpíadas pela frente. As pessoas precisam entender que é mais simples trabalhar com as adversidades.
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