segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Empresas investigadas no esquema de cartel nos trens e metrô de SP tem contas bloqueadas

Seis empresas investigadas por participação no esquema de cartel nos trens e metrô de São Paulo tiveram as contas bloqueadas pela Justiça Federal. A decisão é do juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara da Justiça Criminal Federal de São Paulo.



Segundo a Polícia Federal, as seis empresas, tiveram R$ 600 milhões bloqueados pela Justiça. Como o processo corre sob sigilo, o nome das empresas não foi divulgado.

A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito sobre o esquema de formação de cartel em licitações do sistema de trens e metrô e o encaminhou à Justiça Federal. De acordo com a assessoria da PF, os delegados responsáveis pelo inquérito indiciaram 33 pessoas por envolvimento com o esquema.

Entre os suspeitos de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro estão ex-diretores de estatais paulistas, servidores públicos, doleiros, empresários e executivos de multinacionais. As investigações indicam que empresas que disputavam contratos de construção, manutenção e compra de equipamentos para o sistema de trens e metrô combinavam preços, formando cartel para, com a participação de servidores, aumentar os valores cobrados.

O processo envolvendo o metrô e à CPTM está sob responsabilidade da Justiça Federal em São Paulo. A que envolve políticos com foro especial tramita no Supremo Tribunal Federal.

O Ministério Público de São Paulo pediu a anulação de três contratos entre 2002 e 2007 com empresas acusadas de participação em cartel e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os contratos, dizem respeito à manutenção corretiva e preventiva de trens da CPTM.

Os quatro promotores que assinam a ação pedem, anulação dos contratos, o ressarcimento integral dos valores firmados nestes três contratos, acrescidos de 30% referente a uma indenização por dano moral coletivo. Com isso, o valor a ser ressarcido aos cofres públicos alcançaria R$ 418 milhões. 


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