domingo, 14 de dezembro de 2014

Tite usa Rogério Ceni como exemplo e afirma que volta melhor ao futebol em 2015

O Corinthians está muito perto de anunciar o retorno de Tite. O treinador, deverá ser anunciado oficialmente nesta segunda-feira. Ele faz questão de exaltar que ainda tem lenha para queimar no futebol.



- As pessoas precisam ter sempre responsabilidade. Eu só quero que o caminho se abra e que aconteça uma confirmação. E que seja um caminho de paz, de discernimento e de correção. O Rogério Ceni disse uma coisa muita interessante recentemente: "Eu não quero permanecer no São Paulo pelo que eu fiz, mas, sim, pelo que eu ainda posso fazer". E isso serve para mim em relação aos clubes que estão interessados, o Corinthians, o Internacional, declarou Tite.

- Vamos deixar os clubes dirigirem. Aprendi a ser legal, responder quando for preciso e não omitir. Mas antes disse tudo existe o respeito. O "start" está com eles (dirigentes) - complementou o treinador.

Sondado pelas seleções do Paraguai e do Japão, Tite não trabalhou em 2014, e viajou pelo mundo para estudar e se encontrar com grandes treinadores internacionais.

- Volto melhor ao futebol, melhor como pessoa e, consequentemente, como profissional. Uma das maiores riquezas do ser humano é ser incompleto. Eu ainda sou muito incompleto, falta muito para mim. Tenho muita sede, muita vontade de aprender, de reciclar. Isso não te assegura nenhum resultado lá na frente. Mas pessoalmente e profissionalmente, sim, disse Tite.

Campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes de 2012, Tite receberá pouco mais de R$ 500 mil por um contrato de um ano. O treinador não gosta em falar de sobre salário.

- Respeito todo tipo de opinião. Mas me deixa chateado, magoado e "p" da vida as informações mentirosas, porque elas denigrem a conduta e o profissional. Sempre fui um cara que primei muito por esse lado. O aspecto financeiro não pesa, os números colocados são irreais, mentirosos, são situações pequenas. É preciso ter muito cuidado quando as pessoas passam informações. Só assumo a responsabilidade dos fatos que são verdadeiros. E o torcedor que está vendo acaba pensando: o discurso é um, a prática é outra coisa. Nada disso. Não é dinheiro. É projeto, é carinho, é respeito, é vontade de crescimento profissional, desabafou.

- Se fosse por dinheiro, eu nem teria vindo para o Corinthians (em 2010), porque estava ganhando mais (no Al-Wahda, dos Emirados Árabes). Ou não teria permanecido três anos no Corinthians, porque surgiram ofertas maiores. Isso (dinheiro) não me move. Tenho toda uma história - reforçou.

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