O responsável por ceder ou não o habeas corpus é o ministro do STF, Gilmar Mendes, que entende não haver urgência e por isso ainda não julgou o pedido.
"Levando em conta não haver qualquer elemento que traga a certeza da convocação (para depor), tampouco da realização da indigitada solenidade na data referida pelos impetrantes, é inviável a análise, neste momento, do pleito de urgência", declarou o ministro, adiando sua decisão porque Del Nero ainda não foi chamado para falar na CPI do Futebol.
O presidente da CBF é suspeito de ser o 'co-conspirador número 12' de uma investigação feita pela Justiça dos Estados Unidos, por isso se resguarda. Ele não sai do país desde maio, quando em viagem à Suíça viu de perto seu antecessor, José Maria Marín, ser preso por corrupção. Neste período, o cartola faltou em nove compromissos da Seleção Brasileira em que supostamente deveria estar.
O pedido de habeas corpus é mais uma mostra da preocupação de Del Nero com os escândalos de corrupção deflagrados recentemente. No próximo dia 18, a CPI do Futebol avaliará a quebra de sigilo fiscal e bancário tanto do atual quando dos dois últimos presidentes da CBF, Marín e Ricardo Teixeira.
Na última quarta-feira, a 'bancada da bola' do Congresso tentou encerrar a CPI ainda neste ano, mas o senador Romário conseguiu entre seus pares reunir assinaturas suficientes para garantir mais seis meses de investigação. As informações são da Espn.
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