Para receber um total de R$ 66 milhões, valor recorde no futebol brasileiro, o Palmeiras se comprometeu a exibir no uniforme em 2016 apenas as marcas da Crefisa e da Faculdade das Américas (FAM), ambas pertencentes ao empresário José Roberto Lamacchia.
O novo acordo foi anunciado em janeiro e já em fevereiro, na sétima rodada do Campeonato Paulista, o clube entrou em campo para enfrentar a Ferroviária com a inscrição “#SEJASÓCIOAVANTI” na parte de trás do uniforme, o que irritou a patrocinadora.
Insatisfeita com a ação do Palmeiras, a empresa parou de depositar os valores devidos mensalmente ao clube. Na tentativa de normalizar a relação, as duas partes negociaram alterações no contrato, processo que foi encerrado apenas nesta semana.
Como a Crefisa parou de pagar durante o período de negociação, Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, precisou mais uma vez emprestar dinheiro do próprio bolso. Em 2016, ele repassou aproximadamente R$ 20 milhões ao clube – parte dos R$ 19,5 milhões devidos pela patrocinadora será usada para ressarcir o mandatário.
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