quarta-feira, 20 de julho de 2016

Giampiero Ventura é apresentado como novo técnico da seleção italiana

Foto: DivulgaçãoA Federação Italiana de Futebol apresentou Giampiero Ventura, como novo técnico da seleção, que ficará responsável pelo elenco até o final da Copa do Mundo da Rússia, em 2018.

Aos 68 anos, Ventura assume a seleção após cinco anos comandando o Torino, equipe que ajudou a retornar para a primeira divisão em 2012. Em entrevista coletiva junto com o presidente da Federação, Carlo Tavecchio, Ventura ressaltou seu orgulho por ter assumido o cargo, elogiou o ex-treinador Antonio Conte e alfinetou a decisão de Pellè, que acabou de acertar com o clube chinês Shandong Luneng.

“Estou feliz por estar aqui, mas também estou orgulhoso por terem me escolhido para representar um dos países mais importantes para o mundo do futebol. Agradeço ao ex-comandante, Conte, por ter me deixado uma equipe com conhecimentos. Isso já me permite começar com certa vantagem”, declarou.

Carlo Tavecchio também demonstrou gratidão ao trabalho realizado por Antonio Conte, atualmente no Chelsea, e encheu Ventura de elogios.

“Agradeço ao que Conte fez pela seleção. Ele nos deu uma nova imagem, criou um estilo diferente. Esforçou-se pela equipe e não por suas individualidades. Ventura é um mestre do futebol. Sempre pensei nele como futuro treinador da seleção”, revelou o presidente.

Segundo Ventura, Conte conseguiu extrair o que tinha de melhor no elenco que participou da Euro 2016.

“O trabalho de Conte funcionou até certo ponto, mesmo sem ter um grupo tão bom como era o de Marcelo Lippi na Itália campeã da Copa do Mundo de 2006. Ainda assim, os jogadores que foram à Eurocopa precisam trabalhar bastante para chegarem àquele nível”, disse.

Apesar dos elogios, Giampiero Ventura também aproveitou para criticar a decisão do atacante Graziano Pellè, que acabou de acertar com o Shandong Luneng.

“Os jogadores precisam manter o desejo de ganhar títulos com a seleção. Indo para uma liga menor, só dificulta ainda mais as coisas”, disse. “50% é por ir para a China, o resto está ligado aos grandes salários. Um jogador precisa ser forte psicologicamente para saber discernir o que é melhor para sua carreira”, acrescentou.

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