A escola estadual Nair Olegário Cajueiro, localizada na região do Jardim Ângela, zona Sul de São Paulo, teve a pior média do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 na cidade de São Paulo.
Os alunos relatam que, na época, enfrentavam problemas com a falta de professores, excesso de pombos nas dependências da escola, problemas com indisciplina por parte de alguns alunos. Alguns problemas foram resolvidos, segundo os estudantes, com a mudança na direção da escola. As faltas de professores continuam e preocupam.
A Secretaria de Educação do Estado afirma que “a escola e os alunos são os maiores prejudicados” com a falta dos professores e que “a diretoria conta com um cadastro de mais de 400 docentes à disposição para cobrir eventuais ausências.”
Alunos garantem que as dificuldades atrapalharam no resultado da escola.
“Com certeza [a nota no Enem] foi ruim por causa da falta dos professores. Isso é muito comum”, comenta um dos alunos do terceiro ano.
Em seu primeiro ano na escola, uma estudante de 16 anos conta que estranhou o novo colégio e sente falta do anterior.
“O ensino da outra escola era melhor, era mais organizado, os professores eram mais presentes e os alunos não fumavam dentro da escola”, lamenta a jovem de 16 anos.
Segundo relatos dos alunos, alguns estudantes fumavam e chegaram a usar drogas dentro do colégio.
“Já aconteceu de chamar a polícia [para resolver problemas de indisciplina de alunos]. A polícia não pegava os alunos, mas conversava”, conta uma aluna do primeiro ano.
Leia a nota da Secretaria de Educação do Estado:
“A Diretoria Regional de Ensino reforça que o Enem é uma avaliação de desempenho individual do aluno, que participa voluntariamente da prova, e não tem como objetivo avaliar os sistemas de ensino. A rede estadual de ensino, conforme atesta o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) divulgado neste ano, é a melhor do País em todos os níveis de ensino – incluindo o Ensino Médio. A Escola Estadual Nair Olegário Cajueiro apresentou crescimento nos índices – passou de 2,1 em 2011 para 3,5 em 2015, no 9º ano do Ensino Fundamental. Quanto às faltas dos professores, a escola e os alunos são os maiores prejudicados. A diretoria conta com um cadastro de mais de 400 docentes à disposição para cobrir eventuais ausências. Todas as aulas da unidade estão atribuídas.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário