| (Foto: Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo ) |
A exumação deve ocorrer por volta das 8h no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha e será acompanhada por um perito independente e funcionários do IML.
A Justiça determinou a exumação após a família do adolescente levantar dúvidas sobre a causa da morte. Imagens de câmeras de segurança mostram que o garoto foi perseguido e arrastado por funcionários da lanchonete antes de ser socorrido quase sem vida ao lado do Habib's.
Antes, ele havia ameaçado jogar paus nos vidros do Habib's e em carros de clientes. João era conhecido na região por pedir esmolas.
De acordo com a família do adolescente, Francisco Carlos da Silva, há dúvidas sobre a causa da morte de João: se ela foi provocada pelo uso de drogas, como apontou o laudo oficial, ou se aconteceu em decorrência de supostas agressões.
A decisão pela exumação ocorreu no dia 22 de março e foi definida pela juíza Flavia Castellar Oliverio, da 2ª Vara do Júri, no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo.
O advogado explicou que o pedido de exumação foi feito por ele após contratar um perito particular, que contestou a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML) da Superintendência da Polícia Técnico-Científica para a morte de João.
Segundo o documento oficial do IML, o garoto morreu após ter uma parada cardiorrespiratória causada pelo uso de cocaína e lança-perfume.
“Esse perito particular apontou em seu parecer que a morte foi em razão de agressões que ele teria sofrido”, afirmou Carlos da Silva.
A Polícia Civil investiga se dois empregados do Habib's, um gerente e um supervisor, teriam agredido João.
Testemunhas ouvidas pela investigação contaram ter visto o menor ser agredido por empregados do Habib's. Em depoimento à polícia, funcionários da loja negaram ter batido em João. Apesar disso, eles foram afastados pela empresa.
A Promotoria da Infância e Juventude vai instaurar um procedimento para apurar a conduta do Habib’s ao divulgar, em comunicado à imprensa, registros policiais envolvendo João.
Segundo o MP, a empresa infringiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em nota, o Habib’s disse que lamenta a morte e está à disposição das autoridades.
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