sexta-feira, 12 de maio de 2017

Hopi Hari é fechado por tempo indeterminado

O parque de diversões Hopi Hari anunciou que vai fechar as portas para o público por tempo indeterminado. O dono do parque, José Luiz Abdalla, declarou através de nota, que a paralisação é temporária Ele, contudo, não menciona prazo para reabertura.

Com dívidas de R$ 700 milhões, sem seguro, devendo salários para seus mais de 300 funcionários e desde abril com a luz cortada pela distribuidora CPFL, o parque tentava junto a investidores um empréstimo de R$ 100 mil para renovar o aluguel dos geradores que vence amanhã.

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O empresário relaciona a decisão de adiantar o fechamento a "uma onda de ataques raivosos e desproporcionais" da imprensa. Segundo ele, "as reportagens afetaram fortemente as negociações com investidores". 

Na quinta-feira, foi convocada uma reunião geral pela direção. Os funcionários entraram no auditório principal do parque por volta das 12h30 já sabendo do anúncio da paralisação. 

Poucos acreditam no retorno da operação sob a atual gestão. José Luiz Abdalla tornou-se controlador do Hopi Hari em dezembro do ano passado e, em janeiro, assumiu o compromisso de arcar com os custos operacionais do parque, que chegam a R$ 1,5 milhão por mês. Ele pagou os salários relativos a janeiro contando com a injeção de recursos de um parceiro que nunca foi apresentado.

"Tenho duas negociações em andamento. Precisamos de R$ 5 milhões para tocar o parque até o fim do ano", afirmou José Luiz Abdalla no final de abril. "Sem dinheiro, vou precisar fechar o parque e demitir os funcionários", disse.

Além dos funcionários e dos credores, Abdalla também vinha enfrentando pressões da Justiça para apresentar um plano considerado consistente de recuperação judicial. A primeira versão do documento, protocolado no primeiro trimestre, não foi bem recebido pelo administrador designado pelo juiz Fábio Marcelo Holanda, da 1ª Vara Cível da Comarca de Vinhedo, para acompanhar o processo. 

"É um plano que não para de pé. Os laudos são antigos. Nem mesmo o balanço financeiro da empresa é atual", confidenciou uma fonte.

Sem contar com um advogado especializado para encaminhar o processo (Julio Mandel retirou-se por falta de pagamento), o juiz Fábio Holanda intimou o parque do interior paulista a convocar uma assembleia de credores para acontecer até o fim deste mês. Se for de interesse da maioria, pode ser solicitada a falência do empreendimento, uma alternativa defendida pelo representante do Ministério Público. 

"A falência, porém, vai depender do que quer o BNDES, que tem R$ 250 milhões investidos no parque. O banco vai ser o fiel da balança, mas ele não deve participar dessa primeira assembleia", diz outra fonte.

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