terça-feira, 20 de março de 2018

Chuva coloca SP em estado de atenção

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) colocou toda a cidade de São Paulo em estado de atenção para alagamentos na tarde desta terça-feira (20).

Importantes vias da capital, como as avenidas 23 de Maio e Pompeia, foram tomadas pelas águas da chuva. Os bombeiros registraram ao menos 40 quedas de árvores na região metropolitana.

Carros tentam passar pela Avenida 23 de Maio alagada (Foto: Reprodução/GloboNews)
(Foto: Reprodução/GloboNews)
A região do Capão Redondo, na Zona Sul, entrou em alerta após o Córrego Morro do S transbordar, na Avenida Carlos Caldeira Filho com a Rua Joaquim Nunes Teixeira.

Ainda segundo o CGE, foram registrados 25 pontos de alagamento intransitáveis no fim da tarde.

Um carro ficou preso no meio do alagamento da 23 de Maio e seu motorista contou com a solidariedade de outros condutores para retirar o veículo de lá. Havia também pontos de alagamento na Praça da Bandeira, no Centro.

Ponto de alagamento na região da Avenida 9 de Julho, próximo à Praça da Bandeira, na região central de São Paulo, durante forte temporal que atinge a capital paulista, na tarde desta terça-feira (Foto: Nelson Antoine/Estadão Conteúdo)
(Foto: Reprodução/GloboNews)
Na Pompeia, Zona Oeste, um carro ficou sob as águas. No bairro também foi registrado alagamento na Avenida Marquês de São Vicente.

Os bombeiros também registraram alagamentos intransitáveis nas avenidas Otaviano Alves de Lima, Rebouças e Rubem Berta.

O secretário das Prefeituras Regionais, Claudio Carvalho, disse que a chuva desta terça foi acima da média e que isso prejudicou o sistema de drenagem das galerias pluviais da cidade.

Ônibus passa por via alagada perto do Terminal Bandeira, no Centro de SP (Foto: Reprodução/GloboNews)
(Foto: Reprodução/GloboNews)
"Foi um índice acima da média, 55 mm de precipitação em uma hora na região central e oeste da cidade", afirmou.

No Centro, o túnel do Anhangabaú foi fechado por duas vezes. Segundo Carvalho, a medida foi preventiva porque o Terminal Bandeira, que fica ao lado, estava alagado.

"Hoje as galerias demoram um pouco mais de tempo para dar a drenagem porque o volume de água foi o dobro do normal da captação da galeria. A drenagem não é suficiente na rapidez necessária", disse Carvalho.

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