![]() |
| (Foto: Gabriela Gonçalves) |
O Major falou sobre educação, saúde, transporte, violência, privatizações, entre outros assuntos.
Confira à entrevista abaixo:
1- As obras do Metrô estão atrasadas desde 2012. O atual governo fez várias promessas para a população e até agora nada. O Monotrilho na zona leste só tem duas estações que operam durante todo o dia, parece mais um passeio da Disney, e a linha da zona sul, que ligaria Jabaquara até o Morumbi estão com às obras paralisadas, além da CPTM que sempre tem falhas e com isso os trens sempre circulam superlotados. Caso o senhor seja eleito, qual é a sua proposta para melhor o transporte em São Paulo?
No que diz respeito ao sistema de trens e metrôs, que são de responsabilidade do Estado, devemos realizar a concessão das linhas nos moldes do que ocorre hoje na linha amarela, com as parcerias público-privadas e acelerar as obras em andamento garantindo um transporte de melhor qualidade à população. Obviamente, os contratos de concessão deverão ser melhor avaliados a fim de dar mais segurança ao Estado e evite os prejuízos que já surgem de contratos mal elaborados e sem previsão de Performance Bond e Maintenance Bond.
Outro aspecto que torna as obras mais onerosas atrasadas é a falta de planejamento aliada aos projetos de engenharia incompletos que baseiam o editais. Isso prejudica e onera, não só as obras de ampliação do sistema de transporte público como todas as demais. Esse problema só pode ser superado com a nomeação de pessoas tecnicamente capacitadas com foco na eficiência na aplicação dos recursos públicos.
2- Todos os anos o governo anuncia aumento das tarifas. Virou tradição. Em janeiro sempre tem aumento. Tem como diminuir a tarifa, ou pelo menos congelar, ou essa política de aumento vai continuar na sua gestão?
O nosso transporte público tem problemas de ordem estrutural, cultural e tecnológica. Temos, nos grandes centros metropolitanos do Estado, uma estrutura urbana que dificulta, quando não impede, as necessárias obras para garantir a ampliação destes sistemas, tornando-os insuficientes para bem atender a população. Soma-se a isso, o fato de que o paulista, culturalmente, prefere tirar seu carro da garagem para ir trabalhar, ao invés de utilizar-se do transporte público. Destas duas características temos a principal problemática do transporte público: os custos operacionais tendem a aumentar anualmente e a demanda, embora cresça, é flutuante e muitas vezes não é suficiente para cobrir a variação dos custos. Assim, a avaliação meramente social leva a crer que os aumentos são necessários.
Agora vamos à solução! Novas tecnologias surgem todos os dias mas não se busca aplicá-las para tornar o sistema mais eficiente e barato. Trens mais modernos e com menor consumo elétrico, automação e novas fontes energéticas tornam os custos operacionais mais baixos. Um estudo de integração dos transportes garantindo maior capilarização do serviço estimularia a demanda e garantiria a taxa de retorno de investimento das empresas sem a necessidade de aumento das tarifas em prazos tão curtos.
3- Nos últimos anos o governo PSDB desde à época do ex-governador José Serra, prometeram expandir o Metrô da Linha 5 - Lilás até o Jardim Ângela e esse projeto não saiu do papel e às obras da linha 9 - Esmeralda da CPTM que ia até Varginha, também na zona sul estão paralisadas. Como o senhor vai resolver essas duas questões?
Como já foi dito anteriormente, a falta de planejamento tem sido o grande vilão deste estado calamitoso do transporte público. Somada à falta de vontade política, temos a receita perfeita para a ineficiência. Um plano de metas a ser feito após o reestudo de cada projeto poderá definir novos prazos. Além de prazos e revisão de projetos, deverá ser planejada uma previsão de recursos para a implementação dos mesmos. Seria leviano, neste momento, fazer promessas neste sentido.
4- Agora falando sobre educação, as escolas estaduais parecem presídios. Estão totalmente abandonadas, e os professores correm risco de serem agredidos por alunos. Como o senhor vê essa questão?
Em meu projeto para a educação, estamos planejando uma maior aproximação entre a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Educação. Neste sentido, a presença da Polícia Militar será uma constante nas escolas, sobretudo naquelas onde os índices de violência e baixo rendimento são mais evidentes.
Passaremos a administração dessas escolas para policiais militares ficando a encargo do professor e diretor somente as atividades docentes e pedagógicas. Esse modelo tem dado certo em diversas unidades da federação, onde já temos 212 escolas funcionando nesses moldes.
5- Quais são seus projetos para a Saúde, que anda em situação tão precária no estado de São Paulo?
O projeto tem por objetivo final uma grande reestruturação do sistema de saúde no Estado. Iniciando com uma aproximação com as prefeituras a fim de garantir que as mesmas tenham condições de atender plenamente seus cidadãos, com ênfase na medicina preventiva e no atendimento básico em especialidades.
Numa segunda fase, passaremos a instalar centros de excelência em medicina, regionalizados e dimensionados conforme o adensamento populacional de cada região.
6- Um dos grandes problemas que a população enfrenta é a falta de segurança. O número de mortes aumentam a cada ano. O que o senhor pode fazer para diminuir o número de crimes no estado?
A segurança pública não é uma mera questão de polícia, mas de investimento em educação, saúde, lazer e criação de emprego. Mas todos estes são aspectos que dão resultado a longo prazo. De imediato, devemos endurecer a repressão ao crime, dando respaldo jurídico aos nossos policiais. Além disso, programas de valorização da profissão policial e garantia da segurança, física e social, de seus familiares serão implementados, tais como o Fundo de Saúde Policial, a Defensoria Pública Militar, entre tantas outras.
Precisamos agir também no aspecto cultural da sociedade, demonstrando a todos que o policial deve ser valorizado e respeitado pois é um verdadeiro herói.
7- Em 2014 vivemos uma grave crise hídrica em São Paulo. Como o senhor vê essa questão? Foi falta de planejamento ou foi culpa de "São Pedro", como declararam alguns políticos na época?
Foi um conjunto de fatores. É verdade que o baixo índice pluviométrico agravou bastante a crise, mas não pode ser apontado como único culpado.
A ocupação territorial desordenada, as péssimas políticas de urbanização, aliadas a um sistema de distribuição precário e obsoleto foram aspectos contribuintes em maior razão de culpa.
Temos hoje muitas perdas no sistema de distribuição de água que devem ser corrigidas. Além disso, estímulo à economia de água e incentivo às obras que planejem o reuso de água e captação de fontes alternativas.
8- Caso o senhor seja eleito, qual será sua primeira tarefa?
Reduzir o custo do Estado revendo a necessidade cada cargo comissionado e iniciar os trabalhos de combate a ideologização de nossas crianças, apresentando à assembleia Legislativa o projeto Escola sem Partido. Abrir as negociações com as categorias que vão mudar o rumo deste Estado (Polícia e Professores).
9- Qual será sua prioridade no seu governo?
A educação é a solução do nosso país. um povo bem instruído é menos dependente do Estado e mais produtivo. O investimento na educação pode não demonstrar seus frutos nos próximos 4 anos, mas também não devemos governar para hoje, mas para daqui a 20 anos. Esse imediatismo das gestões anteriores é o principal culpado pelas mazelas que sofremos nos dias atuais.
10- O senhor é a favor das privatizações?
No que tange às empresas em geral sim! No entanto devemos atentar que algumas estatais são estratégicas em termos de segurança nacional, o que torna sua privatização temerosa.
11- Candidato como foi sua infância?
Nasci em São Paulo e cresci no bairro do Jabaquara. Posso dizer que fui privilegiado por ter meus pais sempre ao meu lado, passando valores e orientando para a vida, como o fazem até hoje. Tive uma infância feliz e simples.
12- Porque o senhor decidiu ser candidato ao governo do estado de SP?
Cansei de não ter em quem votar! Eram sempre os mesmos e ficava escolhendo o menos pior. Decidi ser a minha opção. Além do mais, ouvi o clamor do povo que pedia a intervenção militar e, tendo a consciência de isso só aconteceria de forma democrática. Tirei minha farda e vim para as urnas.
13- O senhor é a favor da Lava Jato?
Claro! A Lava Jato escancarou o que tinha de podre na política. Mostrou a verdade que apenas desconfiávamos e devolveu nossa esperança de podemos ser um país promissor em que nossos governantes pensem em nós e não apenas neles mesmos.
14- Qual é a sua avaliação do governo Alckmin?
A gestão PSDB já deu o que podia ao Estado. Depois de 24 anos a frente de São Paulo, não vejo mais no que podem contribuir. Além do mais, atou as mãos das nossas polícias e permitiu que o crime tomasse conta do estado. Sucateou as polícias, as escolas e permitiu uma agenda de doutrinações e ideologizações que só dividiram o povo paulista.
15- Muitos paulistas estão desempregados, devido a grave crise que o país vive. Qual é o seu projeto para diminuir o número do desemprego em São Paulo?
O Estado de São Paulo tem um potencial latente de desenvolvimento. A falta de investimento em infraestrutura, a burocracia e falta de incentivo tem contribuído para o fechamento de empresas e a consequente perda de postos de trabalho. Vamos fomentar a pesquisa aplicada, diminuir a burocracia e investir na infra estrutura necessária para a retomada do Estado. Estas ações vão devolver nossa capacidade de crescimento e gerar os empregos necessários para atender a demanda do povo paulista.
16- Adriano Costa e Silva via Email, o Blog do Leandro Leite agradece pela sua participação na nossa sabatina online. Obrigado e boa sorte!
Eu que agradeço a oportunidade.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/v/5/cLbrPGSVeLAFdIkieuJA/majorcosta.jpeg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário