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| Foto: Divulgação |
Confira à entrevista abaixo:
1 - As obras do Metrô estão atrasadas desde 2012. O atual governo fez várias promessas para a população e até agora nada. O Monotrilho na zona leste só tem duas estações que operam durante todo o dia, parece mais um passeio da Disney, e a linha da zona sul, que ligaria Jabaquara até o Morumbi estão com as obras paralisadas, além da CPTM que sempre tem falhas e com isso os trens sempre circulam superlotados. Caso o senhor seja eleito, qual é a sua proposta para melhor o transporte em São Paulo?
As obras do Metro tem tido sérios problemas com relação a elaboração dos projetos, que por não terem sido cuidadosamente elaborados acabam por não prever todas as dificuldades da obra, ocasionando aumento de custos, discussões jurídicas e atrasos na conclusão das obras. Isso tem de ser revisto e as novas obras só devem ser contratadas após um projeto exaustivamente detalhado para minimizar estes riscos. Nestas grandes obras de engenharia é melhor investirmos tempo e dinheiro no planejamento para que depois tudo corra conforme o planejado pois os custos de retomada em uma obra deste porte que está paralisada são altíssimos. Além disso, podemos observar que a linha 4 amarela, a única gerida pela iniciativa privada, tem um custo de operação significativamente mais barato do que as demais linhas operadas pelo Metro, ou seja, temos de firmar parcerias com a iniciativa privada para que as demais linhas tenham a mesma eficiência operacional, liberando assim recursos do estado para investirmos na ampliação do sistema. O mesmo vale para a CPTM, que é uma operação fortemente deficitária (prejuízo de mais de R$600 milhões em 2017) onde o estado tem de aportar enormes somas de dinheiro publico para manter os trens operando, e ainda por cima com um nível de serviço insatisfatório. Aqui também vale avaliar parcerias com a iniciativa privada para que ela assuma a operação destas linhas, oferecendo um nível elevado de serviço ao cidadão e desonerando os cofres do estado. Agora, tudo isso tem de ser feito com uma agencia reguladora forte, sem indicações políticas, que deve estabelecer como meta elevados padrões de serviço e atendimento e fiscalizar de perto as operações.
2 - Todos os anos o governo anuncia aumento das tarifas. Virou tradição. Em janeiro tem aumento. Tem como diminuir a tarifa, ou pelo menos congelar, ou essa política de aumento vai continuar na sua gestão?
As tarifas estão diretamente relacionadas a capacidade de gestão das operações. Como comentado acima, temos uma gestão muito pouco eficiente e portanto isso acaba por onerar não só o cidadão com aumento das tarifas, mas também os cofres do estado que tem de cobrir os déficits de algumas operações como a CPTM e que no final do dia a conta também vai para o cidadão na forma de pagamento de impostos e redução dos investimentos. Temos de lembrar que não existe dinheiro público mas sim dinheiro dos cidadãos que o estado arrecada através de impostos e deveria devolver em serviços públicos eficientes e investimentos de interesse da população. Com a melhora na gestão podemos oferecer ao cidadão tarifas condizentes com os custos mais eficientes possíveis na operação.
3 - Agora falando sobre educação, as escolas estaduais parecem presídios. Estão totalmente abandonadas, e os professores correm risco de ser agredidos por alunos. Como o senhor vê essa questão?
Nossa educação está abandonada, o estado de São Paulo, o mais rico da federação perdeu posições em todos os rankings do Ideb divulgados ontem (03/09/18). A reversão deste triste quadro virá da (i) profissionalização da gestão da secretaria da educação, livrando-a de influências políticas e criando um núcleo de inteligência responsável por buscar as melhores práticas existentes dentro do próprio estado, do Brasil e do mundo para implantar em nossa rede. Vira também (ii) da valorização de nossos professores e diretores, que tem de ser melhor remunerados, melhor treinados, passar por cursos de reciclagem e com acesso a materiais didáticos e de aula de primeira qualidade para assim conseguirmos atrair talentos para a carreira de professor, que hoje está tão desprestigiada. Finalmente, (iii) temos de focar nos alunos, ampliando as escolas em período integral (o que leva tempo), e oferecendo desde já uma formação em período integral, tirando as crianças das ruas e dando a elas atividades no contraturno como esportes e artes mas principalmente oferecendo um forte programa de reforço escolar para que elas possam acompanhar melhor as aulas e não sejam deixadas para trás.
4- Quais são seus projetos para a Saúde, que anda em situação tão precária no estado de São Paulo?
Mais uma vez precisamos aqui de um choque de gestão e tecnologia. Gestão para profissionalizar a secretaria, ampliar as parcerias com Organizações Sociais (OS), exigindo das OSs o atingimento de elevados níveis de serviço com base nas melhores práticas que já são feitas pelas melhores OSs, conseguindo assim um aumento na eficiência e no padrão de qualidade de toda a rede. Em paralelo temos de aumentar a fiscalização coibindo o mau uso dos recursos do estado e substituindo OSs ineficientes por outras mais eficientes através de novas licitações. Temos de universalizar o atendimento através do médico de família, que terá uma equipe para atender o cidadão em sua casa, praticando a saúde preventiva, realizando os primeiros diagnósticos e evitando em muitos casos a ida ao posto de saúde que, quando necessária, será agendada eletronicamente pela equipe do médico de família, com hora marcada, evitando filas e deslocamentos desnecessários. A informatização do sistema vai nos ajudar a reduzir o não comparecimento nas consultas (hoje em 30%!), desonerando e otimizando a utilização do sistema e permitindo a implantação de um prontuário eletrônico, para que finalmente a saúde do cidadão tenha uma história, facilitando o diagnóstico e as avaliações por parte da equipe médica.
5 - Um dos grandes problemas que a população enfrenta é a falta de segurança. O número de mortes aumentam a cada ano. O que o senhor pode fazer para diminuir o número de crimes no estado?
Temos de valorizar nossos policiais, um dos mais mal pagos do país, dando a quem arrisca sua vida pela população uma carreira mais atraente e digna. Temos de melhorar o processo investigativo, investindo em treinamento, tecnologia, equipamentos, adotando em São Paulo as melhores práticas hoje existentes em outros países. Além disso temos de integrar ao máximo as policias civil e militar para que atuem de forma coordenada e conjunta contra a criminalidade. E finalmente, temos de investir em presídios, construindo mais unidades para separarmos em definitivo os presos mais perigosos dos demais, rompendo a dinâmica da escola do crime e dificultando a vida dos líderes de facções criminosas. Podemos também em parceria com a iniciativa privada construir mais presídios como o de Ribeirão das Neves em MG, gerido pela iniciativa privada e com excelentes níveis de serviço, sem rebeliões e com alto índice de reinserção na sociedade. Finalmente, junto com os municípios, o estado tem de atuar cirurgicamente nas áreas de maior criminalidade pois a solução não é só com a polícia, muitas vezes passa pelo município cuidar melhor da zeladoria, coibindo bares irregulares, mantendo as ruas e calçadas limpas e sem buracos, com boa iluminação, etc...
6 - Em 2014 vivemos uma grave crise hídrica em São Paulo. Como o senhor vê essa questão? Foi falta de planejamento ou foi culpa de "São Pedro", como declararam alguns políticos na época?
Foi uma grande falta de planejamento, é um absurdo uma cidade como São Paulo com 2 grandes rios e diversos afluentes viver em meio ao esgoto e enfrentando crises de falta d’água. Precisamos atuar em parcerias com todos os municípios do estado para virarmos esse jogo. Vamos fazer diferente, com base nas bacias hidrográficas do estado vamos incentivar os municípios a se juntarem em consórcios e licitarem toda a área da bacia hidrográfica para que a Sabesp ou outra empresa do setor privado fique responsável pela gestão da água e tratamento do esgoto, com metas ambiciosas e objetivas para a universalização do tratamento de esgoto e do fornecimento de água. A Cetesb, livre de influencias políticas irá atuar fortemente para o cumprimento da leis ambientais existentes e junto com a agencia reguladora do estado firmar um compromisso inadiável com a Sabesp e demais concessionários da região metropolitana de São Paulo para a universalização do tratamento de esgoto e assim finalmente devolvermos nossos rios à população.
7 - Caso o senhor seja eleito, qual será sua primeira tarefa?
Um choque de gestão, cortando privilégios, profissionalizando as secretarias e reduzindo o custo da máquina do estado. Também pretendo colocar profissionais em todas as secretarias para que ao desenvolvimento social seja acompanhado desde o primeiro dia.
8 - Qual será sua prioridade no seu governo?
Saúde, Segurança e Educação.
9 - O senhor é a favor das privatizações?
Sou a favor que o cidadão seja atendido de forma eficiente e com altos níveis de serviço. Isso pode ocorrer por meio de privatizações ou não.
10 - Candidato como foi sua infância?
Foi uma infância muito feliz. Tenho dois pais muito amorosos que trabalharam muito para que eu pudesse estudar e conseguir uma melhor condição de vida. O principal que eles me ensinaram foi a honestidade e o compromisso com a sociedade. Pois sem respeito ao próximo não há como conviver em grupo.
11 - Porque o senhor decidiu ser candidato ao governo do estado de SP?
Porque os 24 anos de PSDB fizeram mal ao nosso estado. Somos os melhores dentre os piores, sendo que deveríamos nos comparar com países do mundo. Quero mostrar à população que há uma alternativa viável e coerente a toda essa polticagem. Chega de privilégios e tratamentos diferenciados a castas no nosso estado.
12 - O senhor é a favor da Lava Jato?
Sim, sempre fui. Tanto que organizei vários movimentos de rua em apoio a Lava Jato e contra a corrupção.. Precisamos passar o Brasil a limpo. A operação Lava Jato está fazendo um grande serviço ao Brasil. Ela não pode parar e deve investigar irregularidades de qualquer partido ou instituição. Só assim daremos mais um passo para mudarmos o Brasil para melhor.
13 - Qual é a sua avaliação do governo Alckmin?
Fazem muito alarde com a melhora de índices que já eram para ter sido muito positivos há tempos. A politicagem e os cabides de emprego têm consumido nosso estado há 24 anos e, sem ela, tudo estaria muito melhor. Precisamos renovar a política, porque, com esses que estão aí,nada mudará.
14 - Muitos paulistas estão desempregados, devido a grave crise que o país vive. Qual é o seu projeto para diminuir o número do desemprego em São Paulo?
Quem gera novos empregos é o setor privado, não o estado. Temos de oferecer melhores condições para o empreendedorismo e o investimento, desburocratizando, simplificando, reduzindo a carga fiscal sempre que possível, tornando o estado um parceiro da sociedade, das empresas e do cidadão.
15 - Candidato Rogério Chequer, o Blog do Leandro Leite agradece pela sua participação na nossa sabatina online. Obrigado e boa sorte!
Abs


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