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| Foto: Marcos Ribolli |
Carille disse que não há definições sobre seu futuro.
– Vi as matérias agora, vamos aguardar. Meus empresários estão em Londres. Estou bem feliz aqui (na Arábia Saudita) – disse o treinador.
Na última semana, o presidente Andrés Sanchez e o empresário Paulo Pitombeira, que trabalha com Carille, encontraram-se em Londres, onde estavam para acompanhar o jogo da seleção brasileira contra o Uruguai. Amigos em comum do ex-atacante Ronaldo, os dois falaram sobre diversos temas, o principal deles: Fábio Carille.
Carille deixou o Corinthians em maio, no início da gestão Sanchez, para dirigir o Al-Wehda, da Arábia Saudita. Um dos motivos, na ocasião, foi a falta de sintonia em alguns temas com o presidente. Seduzido pelos dólares, acertou um contrato de dois anos.
Meses depois, com o time na quinta posição, pessoas próximas dizem que Carille tem algumas queixas do novo clube. Promessas feitas pelos árabes de melhoria em estrutura, por exemplo, não viraram realidade, o que deixou o treinador aberto a um retorno. A conversa entre Andrés e Paulo Pitombeira, na última semana, reconciliou as duas partes.
Para que uma quebra contratual aconteça, porém, o Corinthians teria de estar disposto a pagar uma multa de 700 mil dólares (R$ 2,6 milhões). Valor que às vezes é pago na compra de jogadores, mas é incomum para a contratação de treinadores.
Procurado, o presidente Andrés Sanchez disse que as portas sempre estarão abertas para Carille no Corinthians, mas admitiu que o investimento seria alto para o clube.

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