segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Morte de cachorro no Carrefour gera revolta e protestos

Imagens divulgadas por ativistas mostram marcas de sangue no chão do hipermercado.
(Facebook/Reprodução)
Na última quarta-feira (28), um segurança do supermercado Carrefour teria espancado um cachorro na unidade de Osasco da rede, em São Paulo.

A denúncia feita nas redes sociais mostra imagens do animal com as patas feridas e marcas de sangue no chão da loja. Defensores dos animais e ativistas dizem ainda que houve tentativa de envenenamento do animal.

O cachorro chegou a ser socorrido pelo Centro de Controle de Zoonoses, mas não resistiu ao ferimento e morreu. Uma versão de atropelamento chegou a ser levantada, mas descartada por outros funcionários que teriam testemunhado o ocorrido e dito que o animal teria sido agredido a pauladas.

Um laudo determinará a causa da morte. O cachorro estava na loja de Osasco havia alguns dias e chegou a receber água e alimentos dos funcionários do local. Ainda de acordo com denúncias nas redes sociais, o segurança da loja teria agredido o cachorro após uma suposta ordem de seu superior para “limpar” o mercado, que receberia naquele dia visita de executivos da empresa.

Atuante na causa animal, o delegado Bruno Lima esteve no local e afirmou que um inquérito vai apurar se o cachorro também foi envenenado e se o segurança que o matou cumpria ordens da chefia ou agiu por conta própria.

No mesmo dia, um grupo de ativistas e protetores de animais protestou na unidade. 

O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98) considera crime as práticas de abuso, ferir ou mutilar animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos e que podem render pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

O  Carrefour emitiu um comunicado sobre o caso, afirmando que repudia maus-tratos contra animais e que afastou temporariamente a equipe de segurança que estava de plantão naquele dia enquanto prosseguem as investigações.

“A rede informa que repudia veementemente qualquer tipo de maus-tratos. Esclarece ainda que, preventivamente, afastou a equipe responsável pela segurança do local no dia da ocorrência até que a rigorosa apuração em curso seja concluída e as devidas providências adotadas. Reforça também que, assim que notou a presença do animal nas dependências da loja, o acolheu, oferecendo água e comida, até que a equipe do Centro de Controle de Zoonoses de Osasco chegasse ao local para o devido atendimento.” 

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