
O ex-ator Guilherme de Pádua, que matou a atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, em 1993, participou neste domingo (24) das manifestações pró-Jair Bolsonaro (sem partido) em Brasília, junto da esposa Juliana Lacerda.
“Estamos aqui no Congresso Nacional, agora estamos indo ali (…) para a manifestação. O Brasil precisa mudar“, afirmou.
“Esses políticos corruptos, esses esquemas de tetas públicas que o pessoal fica só explorando o povo brasileiro, e o dinheiro e as melhorias não chegam na mão do povo, não chegam na vida do povo. Se Deus quiser, o Brasil vai mudar“, acrescentou.
Assassinato de Daniella Perez
Em 28 de dezembro de 1992, se envolveu no assassinato da atriz Daniella Perez, junto à sua então-esposa Paula Nogueira Thomaz (atual Paula Nogueira Peixoto), que na época tinha muito ciúme de Daniella. Eles emboscaram a atriz em frente a um posto de gasolina, situação vista e confirmada por dois frentistas. Guilherme não somente deu-lhe um violento soco, como também espancou a atriz, colocou-a no carro de Paula, seguindo direção ao Escort da atriz. Depois, ambos, após terem-na apunhalado 18 vezes com um punhal, atiraram o corpo da atriz em um matagal da Barra da Tijuca. O crime teria sido motivado por inveja, cobiça e vingança, já que segundo a acusação, Guilherme assediava Daniella em busca de uma maior participação de seu personagem na novela, e sem obter êxito em suas investidas, acreditou que, ao deixar de aparecer em dois capítulos da novela na semana do crime, Daniella teria contado sobre suas perseguições a sua mãe, como forma de prejudicá-lo.
Em 1995, Pádua escreveu o livro “A História que o Brasil desconhece”, enquanto estava na cadeia e pretendia lançá-lo durante a Bienal do Livro do Rio daquele ano, mas uma liminar conseguida por Glória Perez suspendeu o lançamento[3].
Em 25 de janeiro de 1997, Guilherme e Paula foram condenados por homicídio qualificado, com motivo torpe, a 19 anos e 6 meses de cadeia[4]. Cumpriu somente 6 anos e 9 meses.
É mencionado em um capítulo do livro da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, “Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado”.
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