quarta-feira, 7 de abril de 2021

Governo de SP vai contratar 115 mil pessoas para trabalharem em escolas e outros equipamentos durante pandemia

Escola Estadual Raul Antônio Fragoso, na Vila Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, em foto de 8 de fevereiro. — Foto: Andre Penner/AP


O governo de São Paulo vai oferecer bolsa-auxílio no valor de R$ 500 mensais em troca de 4 horas de trabalho por dia para pessoas em situação de vulnerabilidade social durante a pandemia de Covid-19. O programa, Bolsa do Povo, vai unificar os projetos sociais do estado e deve beneficiar até 500 mil pessoas.

No entanto, para o projeto de lei sair do papel, deve ser aprovado pelos deputados estaduais. O orçamento previsto é de R$ 1 bilhão até o fim do ano.

“O governo do estado está apresentando um auxílio para população mais vulnerável do estado. Estamos encaminhando para a Assembleia Legislativa”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

Os contratados vão atuar em vários setores como nas áreas de educação, esporte, cultura, economia criativa, entre outras. Serão cerca de 115 mil contratados, sendo 20 mil apenas nas escolas estaduais.

“Na área de educação, o governo deve contratar pais e mães de alunos, são 20 mil [ao todo] para trabalhar em escolas públicas”. Eles devem atuar como colaboradores no retorno às aulas das unidades de ensino onde estudam seus filhos.

Para receber o valor, os interessados devem trabalhar 20 horas por semana, de segunda a sexta-feira.

O Bolsa do Povo vai reunir programas sociais estaduais já existentes como o Bolsa Trabalho, Bolsa Renda Cidadã, Bolsa Aluguel Social, Bolsa Talento Esportivo, Bolsa Auxílio Via Rápida , Ação Jovem e contratação nas escolas, e agentes de apoio na Saúde.

O programa prevê pagamento através de cartões físicos e digitais.

“Esperamos que em até 45 dias que o projeto possa ser deliberado. E a partir daí, final de maio, começo de junho, cadastramento, lançamento do cartão”, afirmou o vice-governador Rodrigo Garcia.

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