domingo, 11 de abril de 2021

Último estudo comprova eficácia de 62,3% da CoronaVac

Foto: Divulgação/Instituto Butantan

Estudo clínico final sobre a Coronavac divulgado neste domingo (11) mostra que a eficácia da vacina é maior do que nos resultados iniciais divulgados entre dezembro e janeiro. O estudo foi feito pelo Instituto Butantan.

Segundo artigo científico encaminhado para revisão e publicação na revista científica Lancet, a eficácia para casos sintomáticos de Covid-19 atingiu 50,7%, ante os 50,38% informados inicialmente. Ou seja, a vacina reduz pela metade os novos registros de contaminação em uma população vacinada.

A eficácia da CoronaVac pode chegar a 62,3% com um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina.

O estudo diz, no entanto, que a eficácia mínima da vacina já aparece na segunda semana depois da primeira dose.

O índice de eficácia global aponta a capacidade do imunizante de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves.

Os resultados também apontaram que para os casos que requerem assistência médica a eficácia da vacina variou entre 83,7% e 100%, quando o estudo preliminar indicava entre 78% e 100%.

CoronaVac tem potencial de:

- reduzir pela metade (50,7%) os novos registros de contaminação em uma população vacinada;
- reduzir a maioria (83,7%) dos casos leves que exigem algum cuidado médico.

Participaram do estudo 12.396 participantes, todos voluntários. Todos receberam ao menos uma dose da vacina ou placebo. Desse total, houve 9.823 participantes receberam as duas doses. Ninguém morreu por Covid-19 durante o estudo.

“Esse estudo corrobora o que já havíamos anunciado há cerca de três meses e nos dão ainda mais segurança sobre a efetiva proteção que a vacina do Butantan proporciona. Não resta nenhuma sombra de dúvida sobre a qualidade do imunizante”, afirma Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Variantes

O estudo mostra ainda que a Coronavac se revelou eficaz na proteção contra as variantes brasileiras P1 e P2 do vírus Sars-Cov-2, por se tratar de uma vacina feita a partir do vírus inativado.

Manaus

Um estudo feito com mais de 67 mil profissionais de saúde de Manaus aponta que a vacina CoronaVac tem 50% de eficácia contra a P.1, variante brasileira do coronavírus.

De acordo com os dados preliminares, a efetividade foi confirmada 14 dias após a primeira dose.

O estudo é realizado pelo grupo Vebra Covid-19, que envolve pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e servidores da secretaria de saúde do estado do Amazonas e de São Paulo e das secretárias da saúde nos municípios de Manaus e São Paulo. 

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