terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Polícia de SP investiga fraude no bilhete TOP



A polícia de São Paulo abriu uma investigação sobre a primeira fraude registrada no bilhete TOP, usado na (CPTM), no Metrô e nos Ônibus Intermunicipais.

Um homem de 43 anos foi detido por seguranças da estação Mauá da CPTM por oferecer bilhetes fraudados, e a polícia suspeita que os criminosos tenham descoberto um jeito de enganar as máquinas e emitir as passagens sem pagar.

O homem tinha 107 bilhetes no bolso - parte deles liberava as catracas, mas a maioria não passava pelo QR Code. Os bilhetes eram vendidos por R$ 5. Quem comprava pagava mais caro do que a passagem normal, que custa R$ 4,40, para não pegar fila no horário de pico.

O homem foi encaminhado para uma delegacia e detido. Ele informou que estava desempregado, e os policiais encontraram com ele R$ 2.480, que seria pela venda de outros bilhetes. No depoimento, ele disse ainda que comprou os bilhetes de uma outra pessoa e os revendia.

“Estamos investigamos com a frente de crime contra a economia popular, crime de estelionato, tendo como vítima cada um dos passageiros que não conseguiram usufruir do serviço e a receptação qualificada por ele ter o documento fraudado", afirmou Georges Amauri Lopes, delegado do caso.

O homem foi liberado porque não houve o flagrante policial.

A CPTM informou que esta foi a primeira vez que o sistema foi burlado e que vai investir mais em segurança.

O bilhete unitário digital foi lançado em dezembro de 2020. Batizado de TOP, funciona por meio de QR Code em aplicativo de celular ou pode ser impresso em máquinas de autoatendimento.

O valor da passagem é o mesmo do Bilhete Único: R$ 4,40. O usuário pode comprar diariamente pelo aplicativo até dez bilhetes que não têm prazo para expirar. Os bilhetes unitários em papel ainda não têm data para sair de circulação.

Em outubro, o TOP começou a substituir o cartão Bom no transporte público da Grande São Paulo. Ainda assim, passageiros reclamam que o sistema funciona mal.

O secretário de Transportes Metropolitanos do estado de São Paulo, Paulo Galli, minimizou as falhas relatadas por usuários do transporte público com o bilhete TOP e afirmou que os problemas fazem parte da "curva de aprendizado" de utilização do sistema.

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