| Foto: Divulgação - Governo Federal |
O Brasil aplicou mais de um milhão de doses da vacina bivalente contra a Covid até esta sexta-feira (3), segundo dados do Vacinômetro do governo federal.
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A Anvisa recebeu nesta quarta-feira (24) o pedido de uso emergencial da vacina da Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson.
A reguladora informou que já iniciou a triagem dos documentos enviados pela companhia, que deverá ocorrer nas próximas 24h.
“A meta da Agência é fazer a análise do uso emergencial em até sete dias úteis, descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente de informações, a serem apresentadas pelo laboratório”, informou a Anvisa em nota.
Antes mesmo da empresa entrar com o pedido junto à Anvisa, o Ministério da Saúde já havia anunciado a assinatura de contrato.
De acordo com o governo, os prazo para entrega das doses da Janssen são:
terceiro trimestre de 2021 – 16,9 milhões de doses
quarto trimestre de 2021 – 21,1 milhões de doses
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| Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan — Foto: Reprodução/EPTV |

Mais 2 milhões de doses da vacina Coronavac chegaram a São Paulo na manhã desta sexta-feira (18). O avião pousou no aeroporto de Guarulhos com o terceiro lote enviado pela China ao Instituto Butantan, que está produzindo o imunizante no Brasil.
Nas últimas semanas, o Butantan já recebeu um primeiro lote com o imunizante e outro com insumos, enviados pela farmacêutica Sinovac. Com essa nova entrega, o laboratório informou que vai contar com pouco mais de três milhões de doses, prontas para uso. A previsão é ampliar esse número para nove milhões até janeiro.
A Coronavac ainda precisa ser aprovada pela Anvisa para poder ser aplicada no Brasil.
João Gabbardo, coordenador do Centro de Contingência de Covid-19 de São Paulo, afirmou que a vacinação contra o novo coronavírus com a Coronavac pode ter início antes mesmo do dia 25 de janeiro de 2021.
“O que nós não queremos é atrasar o cronograma. Nós tínhamos planejado o dia 25 de janeiro porque, com a decisão de encaminhar os resultados da fase 3 de forma definitiva no dia 23 de dezembro, imaginávamos que a Anvisa teria 30 dias para fazer a análise do pedido de registro. Só que nós vamos apresentar nas três possibilidades possíveis”, explicou.

O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (1) que as vacinas contra a Covid-19 que serão incluídas no Plano Nacional de Imunização devem “fundamentalmente” poder serem armazenadas em temperaturas de 2º C a 8º C.
O anúncio, na prática, significa que dificilmente a vacina desenvolvida pela americana Pfizer será aplicada no Brasil, uma vez que exige condições especiais de armazenamento, com temperaturas de -70º C.
A Pfizer divulgou estudos que mostram que sua imunizante é 95% eficaz contra o novo coronavírus.
Em entrevista coletiva, o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Medeiros afirmou ser desejável que a vacina seja aplicada em uma única dose e que também que ela seja “fundamentalmente” termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2º C a 8º C.
“O que nós queremos de uma vacina? Qual o perfil de uma vacina desejada? Claro, que ela confira proteção contra a doença grave e moderada, que ela tenha elevada eficácia, que ela tenha segurança, que ela seja capaz de fazer uma indução da memória imunológica, que ela tenha possibilidade de uso em diversas faixas etárias, e em grupos populacionais”, disse o secretário.
“E que idealmente ela seja feita de dose única, embora muitas vezes isso talvez não seja possível, só seja possível em mais de uma dose, mas fundamentalmente que ela seja termoestável por longos períodos, em temperaturas de dois a oito graus. Por quê? Porque a nossa rede de frios, nessas 34 mil salas ela é montada e estabelecida com uma rede de frios de aproximadamente dois a oito graus”.
O secretário ainda afirmou que, do “ponto de vista ideal”, ela deve apresentar uma tecnologia de baixo custo de produção.
Medeiros afirmou que o plano nacional de vacinação contra a Covid-19 será concluído apenas após o registro de uma imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O secretário informou que ainda nesta terça-feira haverá uma reunião do grupo técnico de trabalho e que há a possibilidade de que uma versão prévia seja divulgada ainda nesta semana.
O Ministério da Saúde está trabalhando em um plano de vacinação por meio de dez eixos, entre eles um que analisa a situação epidemiológica, outro que faz a atualização das vacinas em estudo, uma unidade que faz o monitoramento e orçamento.
Medeiros repetiu a informação de que a população brasileira não deve ser integralmente imunizada em uma primeira etapa da vacinação. Vai se dar prioridade para grupos de risco, como idosos e portadores de doenças crônicas, além de trabalhadores de serviços essenciais. Nesse caso específico, o secretário citou como exemplo os trabalhadores da área da saúde.

O conselho nacional dos secretários estaduais de Saúde enviou uma carta ao Ministério da Saúde na quinta-feira (15) cobrando compromisso de inclusão da vacina que será produzida pelo Instituto Butantan no Programa Nacional de Imunizações.
A preocupação dos secretários é a de que o governo federal não se envolva na definição das estratégias de produção e de distribuição da vacina desenvolvida em São Paulo a partir de parceria com a empresa Sinovac.
A carta explica que o governo federal projeta a distribuição da vacina de Oxford somente para abril, ao passo que o governo de São Paulo prevê a finalização da fase 3 de testes até o início do mês de novembro.
Nesse cenário, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Saúde) pede que a pasta de Pazuello se comprometa a incluir em seu cronograma o imunizante desenvolvido pelo Butantan e quaisquer outras vacinas produzidas e testadas por outras indústrias, que possuam condições de eficácia, segurança e produção disponível para iniciar a vacinação da população brasileira no mês de janeiro de 2021, ou no menor espaço temporal possível.
“O enfrentamento assertivo à pandemia Covid-19, que já evoluiu com mais de 150 mil óbitos no Brasil, exige a máxima pressa e celeridade na aquisição e disponibilização de vacinas à nação. Com efeito, o momento exige que o Ministério da Saúde comande a unidade nacional em torno da disponibilização célere, segura e oportuna das vacinas já disponíveis, em especial as produzidas pelas iniciativas subnacionais”, conclui a carta.
O ofício foi redigido após reunião com o ministro Pazuello que despertou crise com os secretários de Saúde.
O calendário do ministério conta apenas com a chamada vacina de Oxford, prevista para abril.
“As vacinas não estão sendo tratadas de forma republicana pelo Ministério da Saúde”, disse Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo, ao Painel.
“Todos os presentes na reunião entenderam da mesma forma. A vacina de São Paulo está sendo ignorada”, completou.
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| Doença respiratória | asma moderada ou grave (em uso de corticoide), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose cística, bronquioectasia, doenças intersticiais do pulmão, displasia broncopulmonar, hipertensão arterial pulmonar e crianças prematuras com doença pulmonar crônica |
| Doença cardíaca | Hipertensão arterial sistêmica com doença associada (comorbidade), doença cardíaca isquêmica e insuficiência cardíaca |
| Doença renal | Pacientes em diálise, doença renal nos estágios 3, 4 e 5, e síndrome nefrótica |
| Doença do fígado | Hepatite crônica, cirrose e obstrução (atresia) biliar |
| Doença neurológica | acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral, esclerose múltipla, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular, e deficiência neurológica grave |
| Diabetes | Tipos 1 e 2 em uso de remédios |
| Imunossupressão | Baixa imunidade congênita ou adquirida por doenças ou medicamentos |
| Obesidade mórbida | Grau 3 (IMC igual ou acima de 40) |
| Transplantes | De medula óssea e órgãos sólidos |