sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Sindicatos aprovam acordo e greve dos bancários termina em SP

Os bancários de São Paulo aprovaram nesta sexta-feira (11), em assembleias do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o acordo que põe fim à greve da categoria, que completou 23 dias. O acordo foi aprovado pelos funcionários do Banco do Brasil e dos bancos privados. A assembleia dos funcionários da Caixa Econômica Federal ainda não foi encerrada.
Na madrugada desta sexta, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chegaram a um acordo para pôr encerrar a paralisação. O acordo, no entanto, precisa passar por aprovação das assembleias locais.
Os principais pontos do acordo, segundo a Contraf-CUT, são 8% de reajuste (1,82% de aumento real); 8,5% (2,29%) de reajuste para o piso da categoria, e compensação pelos dias parados pela greve de até uma hora por dia (entre segunda e sexta-feira) até o dia 15 de dezembro.
Serviços que são impactados pela greve
- Transferências e saques de maior valor, já que há limites nos caixas eletrônicos e correspondentes bancários
- financiamentos e outros serviços que dependem de arnálise de crédito
- a compensação de dinheiro, cheques, documentos e títulos pode demorar
Locais
Em diversos cidades do país agências já reabriram nesta sexta-feira.
No sul de Minas Gerais, a proposta foi aceita e os bancos privados já foram reabertos. Os bancos estatais devem reabrir na segunda-feira.
Na região de Taubaté (SP), a greve já foi encerrada e as agências voltaram a funcionar parcialmente.
Na região serrana do Rio de Janeiro, uma assembleia aprovou a proposta na manhã desta sexta, e parte das agências reabriram.
Em Em São Carlos, no interior de São Paulo, as agências dos bancos privados reabriram.
Em Uberlândia, as agências já funcionaram normalmente nesta sexta-feira.
Em Salvador, na Bahia, uma assembleia ainda vai avaliar o final da paralisação.
No Amapá, o acordo também será avaliado na tarde desta sexta.
No Piauí, a assembleia para analisar a proposta dos bancos estava marcada para as  17h. No Maranhão, a reunião está marcada para o mesmo horário.
Os bancários de Mato Grosso também fazem assembleia nesta sexta, assim como os de Rondônia.
No Rio de Janeiro, as assembleias estavam previstas para as 18h.
No Distrito Federal, o acordo será avaliado na segunda-feira.
Em busca de acordo
O presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, disse que avaliou como positiva a proposta patronal e orientou os sindicatos da categoria a aceitarem o acordo, encerrando a greve em todo o país.
A reunião entre o comando e os representantes dos bancos começou pela manhã, mas as negociações se arrastaram até por volta de 2h30 porque a Fenaban propunha a compensação dos dias parados em 180 dias, enquanto os representantes dos trabalhadores pediam a anistia do período.
“A culpa da greve é dos bancos. Não aceitamos que sejamos responsabilizados pelos dias parados”, disse Ademir Wiederker, diretor de imprensa da Contraf-CUT.
Os bancários em greve haviam rejeitado, na segunda (7), uma proposta de reajuste de 7,1% oferecida pela Fenaban.Balanço divulgado na véspera pela Contraf-CUT informava que a greve dos bancários deixou 56,4% das agências do país fechadas na quarta-feira (9).
Na terça, a Contraf-CUT diz ter enviado ofício do comando nacional de greve à Fenaban comunicando que as decisões das assembleias de segunda-feira em todo o país "rejeitaram a proposta insuficiente" apresentada na sexta passada, que eleva o reajuste de 6,1% para 7,1% (o que representa apenas 0,97% de ganho real).
g1

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