Paulinho da Viola cantou o hino nacional brasileiro, ao mesmo tempo em que a bandeira do País era hasteada diante de ex-atletas olímpicos do Brasil. Já o presidente Michel Temer, pediu para não ser anunciado na cerimônia. O intuito era evitar vaias vindas dos espectadores.
Logo em seguida, uma imagem foi projetada no gramado do Maracanã, referindo-se ao início da vida e à formação das florestas. O tradicional foguetório no teto do estádio fez o público vibrar no estádio carioca.
Caravelas encenaram a chegada dos portugueses ao território brasileiro, trazendo com eles a escravidão, que durou mais de três séculos no País. A festividade lembrou a imigração japonesa e árabe no Brasil.
Prédios feitos de caixas brotaram do chão e foram escalados por artistas. A construção do Brasil contemporâneo e urbanizado deu lugar a um ator caracterizado como Santos Dumont levantando voo no Maracanã a bordo do 14 Bis, ao som de “Samba do Avião”, de Tom Jobim.
Gisele Bundchen desfilou no Maracanã, com um vestido reluzente e tendo sua caminhada abrilhantada por “Garota de Ipanema”, reproduzida no piano por Daniel Jobim, neto do compositor.
Zeca Pagodinho e Marcelo D2 cantaram “Deixa a vida me levar” antes de Karol Conka e MC Soffia assumirem o palco. Na sequência, Jorge Benjor foi anunciado pela apresentadora Regina Casé, que falou em “celebrar as diferenças”. O cantor entoou “País tropical”.
A cerimônia, então, passou para um tema que diz respeito ao mundo: o aquecimento global.
Na sequência as 207 delegações começaram a desfilar pelo gramado do Maracanã.
A delegação brasileira, que sucedeu o desfile dos atletas refugiados, a mais ovacionada no estádio. Yane Marques, do pentatlo moderno, foi a porta-bandeira do País, desfilando ao som de “Aquarela do Brasil”. Com 465 atletas, este é o maior time nacional na história das Olimpíadas.
Logo em seguida, abriu-se o palco no centro do gramado do Maracanã. “Estão abertos os Jogos Olímpicos”, anunciou o alto-falante do estádio. Presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman, fez um discurso elogiando o Rio de Janeiro e o povo brasileiro.
Já o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, exaltou a superação brasileira “em uma das maiores crises” do País e o acolhimento aos atletas refugiados. Em seguida, o presidente interino Michel Temer declarou a abertura dos Jogos, recebendo, ao mesmo tempo, vaias e aplausos.
Gustavo Kuerten, ex-tenista e tricampeão de Roland Garros, adentrou no campo com a chama olímpica. Passou para Hortência Marcari, campeã mundial de basquete em 1994, que, finalmente, brindou Vanderlei Cordeiro de Lima. Então, o ex-fundista, medalha de bronze em Atenas 2004, acendeu a pira olímpica.
A chama subiu e se transformou em um sol no Maracanã. Foi o menor fogo na história das Olimpíadas, justamente para alertar e servir como mensagem contra o exagero de gases poluentes no mundo, em pleno aquecimento.
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