sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Vanderlei Cordeiro de Lima, medalhista de bronze em Atenas, abre oficialmente os Jogos Olímpicos Rio-2016

Foto: DivulgaçãoVanderlei Cordeiro de Lima, medalhista de bronze em Atenas 2004, abriu oficialmente os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. No estádio do Maracanã, tomado por espectadores que fizeram parte do espetáculo, a cerimônia de abertura das primeiras Olimpíadas da América do Sul priorizou o processo de construção cultural do povo brasileiro, retratando a diversidade cultural do País e passou em muitos momentos uma mensagem de sustentabilidade, alertando para o aquecimento global.

Paulinho da Viola cantou o hino nacional brasileiro, ao mesmo tempo em que a bandeira do País era hasteada diante de ex-atletas olímpicos do Brasil. Já o presidente Michel Temer, pediu para não ser anunciado na cerimônia. O intuito era evitar vaias vindas dos espectadores.

Logo em seguida, uma imagem foi projetada no gramado do Maracanã, referindo-se ao início da vida e à formação das florestas. O tradicional foguetório no teto do estádio fez o público vibrar no estádio carioca.

Caravelas encenaram a chegada dos portugueses ao território brasileiro, trazendo com eles a escravidão, que durou mais de três séculos no País. A festividade lembrou a imigração japonesa e árabe no Brasil.

Prédios feitos de caixas brotaram do chão e foram escalados por artistas. A construção do Brasil contemporâneo e urbanizado deu lugar a um ator caracterizado como Santos Dumont levantando voo no Maracanã a bordo do 14 Bis, ao som de “Samba do Avião”, de Tom Jobim.

Gisele Bundchen desfilou no Maracanã, com um vestido reluzente e tendo sua caminhada abrilhantada por “Garota de Ipanema”, reproduzida no piano por Daniel Jobim, neto do compositor.

Zeca Pagodinho e Marcelo D2 cantaram “Deixa a vida me levar” antes de Karol Conka e MC Soffia assumirem o palco. Na sequência, Jorge Benjor foi anunciado pela apresentadora Regina Casé, que falou em “celebrar as diferenças”. O cantor entoou “País tropical”.

A cerimônia, então, passou para um tema que diz respeito ao mundo: o aquecimento global.

Na sequência as 207 delegações começaram a desfilar pelo gramado do Maracanã.

A delegação brasileira, que sucedeu o desfile dos atletas refugiados, a mais ovacionada no estádio. Yane Marques, do pentatlo moderno, foi a porta-bandeira do País, desfilando ao som de “Aquarela do Brasil”. Com 465 atletas, este é o maior time nacional na história das Olimpíadas.

Logo em seguida, abriu-se o palco no centro do gramado do Maracanã. “Estão abertos os Jogos Olímpicos”, anunciou o alto-falante do estádio. Presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman, fez um discurso elogiando o Rio de Janeiro e o povo brasileiro.

Já o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, exaltou a superação brasileira “em uma das maiores crises” do País e o acolhimento aos atletas refugiados. Em seguida, o presidente interino Michel Temer declarou a abertura dos Jogos, recebendo, ao mesmo tempo, vaias e aplausos.

Gustavo Kuerten, ex-tenista e tricampeão de Roland Garros, adentrou no campo com a chama olímpica. Passou para Hortência Marcari, campeã mundial de basquete em 1994, que, finalmente, brindou Vanderlei Cordeiro de Lima. Então, o ex-fundista, medalha de bronze em Atenas 2004, acendeu a pira olímpica.

A chama subiu e se transformou em um sol no Maracanã. Foi o menor fogo na história das Olimpíadas, justamente para alertar e servir como mensagem contra o exagero de gases poluentes no mundo, em pleno aquecimento.

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