terça-feira, 4 de setembro de 2018

Corinthians repudia piada do jornalista José Roberto Burnier sobre roubo na Arena

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Foto: Reprodução - Globo News
O Corinthians emitiu uma nota oficial para repudiar comentário do jornalista José Roberto Burnier, da Globo, sobre o assalto à Arena Corinthians no último sábado. Na edição desta segunda-feira do programa Globo News em Ponto, do canal Globo News, Burnier perguntou "estão roubando o próprio time agora, é isso?" ao passar a palavra para uma repórter. A fala, indicando que corintianos teriam feito o assalto, causou revolta em torcedores.

Depois da repercussão do caso, Burnier gravou um vídeo se desculpando.

"Agora quero fazer uma retratação. Ontem, ao chamar a cobertura para esse assalto, fiz uma piada indevida na forma de uma pergunta à nossa repórter. Foi um comentário inadequado meu, que não corresponde ao que eu penso. Eu quero esclarecer que em momento algum quis ofender os torcedores corintianos. Por isso aqui peço desculpas e retiro o que eu disse. Agradeço pela compreensão", disse o jornalista.

O assalto à Arena foi na madrugada do último domingo, após a partida contra o Atlético-MG no sábado, que terminou 1 a 1. Três assaltantes renderam cerca de 30 funcionários das lanchonetes e tesouraria do estádio e levaram cerca de R$ 165 mil em dinheiro. A polícia está investigando o caso e ainda não tem suspeitos.

Confira a nota oficial do Corinthians:

"O Sport Club Corinthians Paulista repudia e lamenta as palavras proferidas pelo jornalista e âncora do programa GloboNews em Ponto, José Roberto Burnier, na edição de ontem (03/9/18), pois ao permitir que sua paixão futebolística manifeste-se num comentário agressivo contra quase metade dos torcedores paulistas demonstra desprezo pelos mais básicos pilares do bom jornalismo, inaceitável e incompatível para quem trabalha em uma empresa com os mais altos padrões de qualidade como a Rede Globo.

O comentário além de ser de enorme insensibilidade com o drama das pessoas mantidas reféns pelos assaltantes na Arena, demonstra um preconceito de classe execrável e anacrônico. O "Time do Povo", como também é conhecido o Corinthians, sente-se envaidecido pela paixão da Fiel composta por um bando de loucos de mais de 33 milhões de torcedores, todos muito orgulhosos da origem na classe trabalhadora do Timão que há 108 anos reuniu seus fundadores ao redor da luz de um lampião no bairro do Bom Retiro."

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